A reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington terminou nesta sexta-feira (25) com poucos acordos anunciados, apesar dos elogios entre os presidentes e da promessa de novos encontros ainda em 2026.
Trump e Melania receberam Xi e Peng Liyuan na Casa Branca. O casal chinês também visitou o Museu do Arquivo Nacional, onde viu a Declaração de Independência e a Constituição dos Estados Unidos. Durante a visita, Trump destacou a diferença entre a história dos dois países.
“Foi muito positivo para ambos os países”, afirmou Trump ao avaliar a cúpula.
Comércio e próximos encontros
Os dois governos concordaram em prolongar até 10 de janeiro a trégua na guerra tarifária. O acordo foi apresentado como uma forma de retirar obstáculos das negociações comerciais entre as duas maiores potências mundiais.
Trump também disse ter conversado com Xi sobre a guerra contra o Irã e indicou que os agricultores dos Estados Unidos poderiam receber boas notícias, em referência a um possível aumento das cotas de exportação.
O presidente americano afirmou que voltará a se reunir com Xi em novembro, na China, e em dezembro, durante a cúpula do G20 em Miami, na Flórida. A cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico será realizada em Shenzhen nos dias 18 e 19 de novembro.
Xi declarou que a viagem acrescentou novo conteúdo ao encontro realizado com Trump em Pequim em maio. Também defendeu uma estabilidade estratégica baseada em respeito, equidade e reciprocidade.
Irã, Taiwan e inteligência artificial
Xi pediu prudência a Trump em relação à independência de Taiwan e defendeu que Estados Unidos e Irã resolvam os problemas por meio de negociação o mais rápido possível. A China é o principal comprador do petróleo iraniano, submetido a um bloqueio americano no Estreito de Ormuz.
Na área de inteligência artificial, os dois líderes falaram sobre a necessidade de manter o desenvolvimento sob controle humano. Nenhum deles anunciou novas barreiras à pesquisa no setor.
Esta foi a terceira reunião bilateral entre Trump e Xi. A última visita do presidente chinês a Washington havia ocorrido em 2015.








