WASHINGTON — O presidente da China, Xi Jinping, chegou nesta quarta-feira (23) a Washington para uma visita de Estado de três dias. Ele será recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para conversas sobre inteligência artificial (IA), Irã e comércio.
Em declarações por escrito divulgadas pela Xinhua, Xi defendeu uma relação mais próxima entre os dois países. “Nossos dois países devem ser parceiros e não rivais”, afirmou o presidente chinês. Ele também disse que os interesses de Estados Unidos e China estão “profundamente entrelaçados”.
Agenda da visita
Trump recebeu Xi ao pé do avião na Base Andrews, nos arredores de Washington. O gesto é considerado excepcional para a recepção de um líder estrangeiro. A visita de Estado terá um show aéreo militar e uma saudação com 21 tiros de canhão.
Na noite de quinta-feira (24), a Casa Branca realizará um banquete com a presença de integrantes das áreas empresarial e política dos Estados Unidos. A agenda termina na manhã de sexta-feira (25), com um chá para os dois casais presidenciais e uma visita aos Arquivos Nacionais, onde está a Declaração de Independência dos Estados Unidos.
Entre os temas das conversas está o avanço da IA. China e Estados Unidos disputam a liderança nessa área, e há poucas expectativas de um acordo para regular a tecnologia. Em reuniões preliminares realizadas no domingo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o representante chinês He Lifeng discutiram a criação de um canal de comunicação sobre o assunto.
Bessent também anunciou que a trégua comercial entre as duas potências será prolongada até janeiro. Jonathan Czin, do Instituto Brookings, avaliou que as chances de resultados concretos eram baixas devido à distância entre as posições de negociação.
A recepção provocou críticas de setores mais duros em relação à China. O senador Roger Wicker, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, afirmou que Xi é um ditador não eleito e opressor. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que “os líderes das duas principais potências armamentistas precisam conversar”.
A visita será concluída enquanto Trump enfrenta problemas internos relacionados ao efeito da guerra com o Irã sobre os preços dos combustíveis e à queda de seu índice de aprovação antes das eleições legislativas de novembro.









