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Pentágono testa cerca de 50 servidores por suspeita de vazamentos
Foto: REUTERS/Nathan Howard
Mundo

Pentágono testa cerca de 50 servidores por suspeita de vazamentos

Militares e funcionários civis foram questionados sobre o repasse de informações classificadas e a baixa nos estoques de munições dos EUA.

Cerca de 50 integrantes do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos fizeram testes de polígrafo durante uma investigação sobre o vazamento de informações para jornalistas. Os exames ocorreram em agosto, após reportagens sobre a redução dos estoques de armamentos do país durante a guerra contra o Irã.

Militares e funcionários civis foram questionados sobre o possível repasse de dados classificados à imprensa. Os investigadores também perguntaram se eles haviam divulgado informações sobre a baixa nos estoques de munições, incluindo mísseis de longo alcance e interceptadores de defesa.

A apuração busca identificar quem forneceu aos jornalistas informações sigilosas sobre a situação dos arsenais. A medida é considerada incomum dentro do Pentágono. O Estado-Maior Conjunto reúne entre 1.500 e 2 mil militares e funcionários civis.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que o Departamento de Defesa não comenta questões internas relacionadas a funcionários ou investigações.

Redução dos estoques

Os Estados Unidos usaram uma parcela significativa de mísseis empregados em operações de ataque e defesa. Entre os armamentos citados estão os Sistemas de Mísseis Táticos, conhecidos como ATACMS, e os Mísseis de Ataque de Precisão, chamados PrSM.

Também houve uso de grande parte dos estoques de mísseis Patriot e THAAD, empregados para interceptar ataques. As Forças Armadas teriam usado ainda um terço do estoque de mísseis Tomahawk.

A redução dos arsenais levantou preocupações sobre a capacidade de resposta dos Estados Unidos em possíveis conflitos futuros. O país utilizou "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã.

A baixa nos estoques irritou o presidente Donald Trump, que cobrou o secretário de Guerra, Pete Hegseth, pelos números. Fontes afirmaram que Trump teria se sentido enganado ao conhecer a situação real dos arsenais.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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