Cerca de 50 integrantes do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos fizeram testes de polígrafo durante uma investigação sobre o vazamento de informações para jornalistas. Os exames ocorreram em agosto, após reportagens sobre a redução dos estoques de armamentos do país durante a guerra contra o Irã.
Militares e funcionários civis foram questionados sobre o possível repasse de dados classificados à imprensa. Os investigadores também perguntaram se eles haviam divulgado informações sobre a baixa nos estoques de munições, incluindo mísseis de longo alcance e interceptadores de defesa.
A apuração busca identificar quem forneceu aos jornalistas informações sigilosas sobre a situação dos arsenais. A medida é considerada incomum dentro do Pentágono. O Estado-Maior Conjunto reúne entre 1.500 e 2 mil militares e funcionários civis.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que o Departamento de Defesa não comenta questões internas relacionadas a funcionários ou investigações.
Redução dos estoques
Os Estados Unidos usaram uma parcela significativa de mísseis empregados em operações de ataque e defesa. Entre os armamentos citados estão os Sistemas de Mísseis Táticos, conhecidos como ATACMS, e os Mísseis de Ataque de Precisão, chamados PrSM.
Também houve uso de grande parte dos estoques de mísseis Patriot e THAAD, empregados para interceptar ataques. As Forças Armadas teriam usado ainda um terço do estoque de mísseis Tomahawk.
A redução dos arsenais levantou preocupações sobre a capacidade de resposta dos Estados Unidos em possíveis conflitos futuros. O país utilizou "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã.
A baixa nos estoques irritou o presidente Donald Trump, que cobrou o secretário de Guerra, Pete Hegseth, pelos números. Fontes afirmaram que Trump teria se sentido enganado ao conhecer a situação real dos arsenais.








