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Israel manterá posição no sul do Líbano até desarmamento do Hezbollah
Foto: AFP
Mundo

Israel manterá posição no sul do Líbano até desarmamento do Hezbollah

Exército israelense assumiu a colina de Ali Taher e iniciou a neutralização de túneis atribuídos ao grupo libanês.

Israel afirmou nesta sexta-feira (4) que não deixará a área ocupada no sul do Líbano até que o Hezbollah seja desarmado. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Israel Katz, após o Exército assumir o controle da colina de Ali Taher.

A posição fica ao norte do rio Litani, no limite da área ocupada por Israel. O local era considerado estratégico e esteve entre as regiões mais disputadas durante a guerra entre Israel e o Hezbollah, mesmo depois do cessar-fogo anunciado em junho.

Katz disse que a tomada da colina encerra a etapa de consolidação do controle israelense na chamada zona de segurança. As tropas devem manter presença no local e concluir a “neutralização” de túneis atribuídos ao grupo.

Segundo Israel, essas estruturas eram usadas para lançar drones e mísseis contra posições militares israelenses no sul do Líbano e contra o norte de Israel. Os militares afirmaram que alguns combatentes do Hezbollah foram “eliminados” e que outros fugiram.

O Hezbollah não havia comentado a situação. Também há a avaliação de que o grupo mantinha um centro de comando subterrâneo e depósitos de armas dentro da montanha. O Irã havia advertido os Estados Unidos, no mês passado, que responderia a um ataque israelense contra posições de seus aliados do Hezbollah na colina.

Cinco detidos são transferidos ao Líbano

Nesta sexta-feira, autoridades israelenses transferiram quatro pessoas detidas em Israel para o Líbano, por meio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Um homem libanês havia sido libertado na quinta-feira, totalizando cinco libertados nesta semana.

A medida faz parte de acordos de construção de confiança negociados entre Líbano e Israel com mediação dos Estados Unidos. Israel afirmou que nenhum dos cinco detidos havia sido identificado como integrante do Hezbollah.

Um comitê libanês que defende pessoas sob custódia israelense diz que dezenas foram detidas dentro do Líbano nos últimos seis meses. Algumas foram soltas depois de dias ou semanas, enquanto outras continuam presas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha declarou que não tem acesso a pessoas detidas por Israel desde outubro de 2023. O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que os libertados fazem parte de um “primeiro grupo”.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse que o Líbano devolverá a Israel restos mortais de judeus mortos no país na década de 1980. Não foram informados nomes ou prazo para a transferência.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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