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Irã acusa EUA de atacar petroleiro perto da ilha de Kharg
Foto: AP/Vahid Salemi
Mundo

Irã acusa EUA de atacar petroleiro perto da ilha de Kharg

Acusação ocorre após a retomada dos confrontos; violência também aumentou no Iêmen, no Líbano e na Cisjordânia.

O Irã acusou os Estados Unidos de atacar um petroleiro iraniano perto da ilha de Kharg, no Golfo Pérsico. A denúncia foi feita neste sábado (5), após a retomada dos confrontos entre os dois países na última semana. Washington não comentou o caso, e não houve relatos de retaliação.

A escalada também atingiu outras áreas do Oriente Médio. No Iêmen, rebeldes houthis disseram que forças do governo mataram pelo menos três pessoas em ataques nas províncias de Hodeida e Taiz. As ações ocorreram na sexta-feira (4), quando o Exército iemenita afirmou ter realizado mais de 15 bombardeios contra posições do grupo.

Em Hodeida, autoridades houthis disseram que um pai e a filha morreram após um ataque contra a casa da família, no distrito de Jarahi. Em Taiz, um homem morreu e outro ficou ferido em um bombardeio, informou a emissora Al-Masirah, controlada pelos rebeldes. Os combates se intensificaram nas últimas semanas ao longo da costa oeste do país, próxima a uma rota marítima de abastecimento.

No Líbano, ataques israelenses deixaram três mortos e quase 20 feridos no sul do país e no leste do Vale do Bekaa, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Exército de Israel afirmou que atingiu posições do Hezbollah após um drone ser lançado contra tropas israelenses no sul do território. O equipamento foi interceptado, e nenhum soldado ficou ferido, de acordo com os militares.

Em junho, Líbano e Israel assinaram um acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos. O entendimento prevê a retirada de forças israelenses de áreas ocupadas no sul do Líbano em troca do desarmamento do Hezbollah, que tem apoio do Irã. Houve poucos avanços, e o grupo continua rejeitando negociações diretas entre os dois países.

Críticas na Cisjordânia

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, voltou a condenar a violência de colonos israelenses na Cisjordânia ocupada. Em discurso para moradores palestino-americanos na vila de Turmus Ayya, ele chamou os colonos de terroristas e classificou as ações como “atos de terror”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou o que chamou de ações de um pequeno grupo de manifestantes violentos. O Ministério das Relações Exteriores israelense definiu a atuação dos colonos como uma vergonha. O governo de Netanyahu ampliou a construção de assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais pela maior parte da comunidade internacional.

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, defendeu a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Em conversas com os chanceleres do Bahrein e de Omã, ele pediu redução das tensões e a preservação da segurança da navegação no Estreito de Ormuz, onde o tráfego continua reduzido enquanto o Irã mantém o controle da hidrovia.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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