Jornais internacionais destacaram no domingo (4) a liderança de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da eleição presidencial brasileira. Com 99,99% das urnas apuradas, o senador tinha 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente.
A cobertura apontou que os dois candidatos disputarão o segundo turno. O The New York Times classificou a corrida como muito acirrada e afirmou que o resultado pode influenciar países vizinhos. O jornal publicou o título “Lula e filho de Bolsonaro vão para o segundo turno da eleição presidencial do Brasil”.
Na França, o Le Monde destacou que Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o indicou para a disputa, e o descreveu como conservador. A publicação ressaltou que o senador enfrentará Lula na próxima etapa.
Repercussão internacional
O Wall Street Journal afirmou que Lula terá “uma tarefa difícil” para tentar reverter o resultado. O jornal também avaliou que Flávio impôs uma derrota ao candidato do PT.
Na Argentina, o Clarín registrou uma reviravolta no pleito e destacou que o senador terminou o primeiro turno à frente após contrariar as pesquisas. A publicação citou a liderança por pouco menos de 2 pontos percentuais e a realização do segundo turno.
O El País, da Espanha, associou o resultado ao avanço da extrema-direita na América Latina. Em Portugal, o Público afirmou que a vantagem deixou a direita perto de voltar ao Palácio do Planalto.
Na Itália, o Corriere Della Sera chamou Flávio de “Bolsonaro Jr.” e informou que casas de apostas preveem a vitória do parlamentar. O Guardian, do Reino Unido, destacou a vantagem do senador, o desempenho da extrema-direita e a eleição de integrantes do clã Bolsonaro para cargos no Congresso Nacional.








