O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou dois vídeos nesta quinta-feira, 8, em que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) de defender cortes em programas sociais e de favorecer o avanço do crime organizado no Brasil.
Gravadas em formato selfie, as mensagens mostram Lula falando diretamente para a câmera, com pouca edição. A estratégia marca uma nova fase da comunicação da campanha, que passou a apostar em vídeos com aparência mais natural para ampliar o engajamento.
Em uma das gravações, Lula afirmou que o adversário pretende reduzir R$ 200 bilhões do Orçamento. Segundo o presidente, a medida atingiria o Pé-de-Meia, o Farmácia Popular, o Minha Casa, Minha Vida, a merenda escolar e o Gás do Povo. Ele também disse que não haveria aumento do salário mínimo acima da inflação nem reajuste para aposentados.
A declaração foi relacionada à possibilidade de Flávio Bolsonaro mudar a correção de despesas da Previdência, da saúde e da educação para alcançar um ajuste fiscal de R$ 250 bilhões.
Segurança pública
No outro vídeo, Lula criticou Flávio Bolsonaro na área de segurança e voltou a usar a frase: “Para o trabalhador, proteção, para o bandido, prisão”. O presidente citou a proposta de emenda à Constituição (PEC) da segurança pública e pediu que o senador e o PL apoiem o texto no Senado.
Na legenda da publicação, Lula escreveu: “Com Lula, combateremos o crime organizado. Com Flávio, o crime organizado tomará conta do Brasil.”
Desde a quarta-feira, 7, o presidente publica vídeos gravados nesse formato. Antes, Lula dizia preferir a expressão “redes digitais” para se referir às redes sociais. Após o resultado do primeiro turno, ele foi convencido a ampliar a presença da campanha na comunicação digital.
Também houve uma mudança na estrutura da campanha: um grupo de jovens deputados eleitos passou a influenciar mais as decisões da comunicação.








