Sobreviventes, familiares de reféns e combatentes que enfrentaram o Hamas estão entre os candidatos às eleições parlamentares de Israel, marcadas para 27 de outubro. A disputa será também um referendo sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, seu governo de extrema direita e a resposta ao ataque de 7 de outubro de 2023.
Sharon Sharabi, que ganhou projeção ao pedir a libertação de seus dois irmãos sequestrados em Gaza, concorre com a meta de “garantir que o Hamas não possa se reerguer”. Ele integra o grupo de candidatos ligados diretamente aos acontecimentos que abalaram o país.
As candidaturas aparecem em partidos rivais e expõem a divisão na sociedade israelense. De um lado, estão os que apoiam a ofensiva de Netanyahu em Gaza. Do outro, candidatos que responsabilizam o primeiro-ministro pela falha de segurança que permitiu o ataque.
As pesquisas apontam uma disputa acirrada. A maioria dos partidos com chances de conquistar cadeiras no Parlamento incluiu em suas listas pessoas que perderam familiares, tiveram parentes feitos reféns ou se destacaram no combate ao Hamas naquele dia.
Nomes nas listas partidárias
No início de setembro, Netanyahu apresentou os candidatos do Likud ao lado de Talik Gvili, mãe de um policial morto no ataque. Ela ocupa o nono lugar da lista, posição que provavelmente lhe garantirá uma cadeira no Knesset, o Parlamento israelense. Atualmente, o Likud tem 32 das 120 cadeiras da Casa.
A analista política Myriam Shermer disse que os israelenses esperam mudanças de pessoas que “mais sofreram” e que representam “coragem e resiliência”.
A lista centrista liderada pelos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid inclui o general reformado Noam Tibon. Ele se tornou conhecido nacionalmente depois de reunir soldados dispersos e expulsar o Hamas do kibutz onde seu filho morava.
A presença desses candidatos em diferentes partidos levantou a possibilidade de uma aliança no Parlamento ou de um governo capaz de aproximar um país polarizado. Sharabi afirmou que “consideraria uma coalizão entre nós” caso seus objetivos fossem iguais aos de outros familiares de reféns eleitos.








