O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou nesta terça-feira (8) que os Emirados Árabes Unidos tenham alertado previamente o governo israelense sobre os ataques de 7 de outubro de 2023. Os ataques, atribuídos ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial.
O gabinete de Netanyahu afirmou que as informações publicadas na imprensa israelense são falsas. Em comunicado, disse que os Emirados não enviaram aviso ao primeiro-ministro antes dos ataques e que eventuais dados relevantes teriam sido transmitidos pelos canais de inteligência entre os dois países.
A negativa ocorreu após o jornal israelense Haaretz publicar que Mohamed bin Zayed al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, teria alertado Netanyahu sobre a possibilidade de um ataque contra Israel a partir da Faixa de Gaza. A conversa telefônica teria ocorrido no final de setembro de 2023.
Reação dos Emirados e oposição
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados afirmou que não comenta publicações da mídia nem especulações sobre conversas entre líderes governamentais. A pasta disse que os dois países mantêm canais de comunicação abertos e diretos desde o início do relacionamento, há mais de cinco anos, e que informações de inteligência pertinentes continuam sendo compartilhadas entre as autoridades competentes.
O ministério também declarou que, desde 7 de outubro, os Emirados defendem sistematicamente a distensão e a estabilidade na região.
A publicação provocou reação da oposição israelense, em um momento de preparação para eleições legislativas no final de outubro. Yair Lapid afirmou que, se Netanyahu tivesse cumprido seu dever, o massacre poderia ter sido evitado. O líder do partido Os Democratas também pediu a destituição do primeiro-ministro e declarou que Netanyahu não estaria apto nem legitimado para ocupar o cargo.
Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior israelense e candidato a primeiro-ministro, prometeu criar uma comissão de investigação para apurar as falhas que permitiram os ataques. Ele também questionou o que Netanyahu sabia, quando recebeu as informações e por que não teria agido para proteger os cidadãos de Israel.









