ROTTERDAM — O Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2026 reúne as principais equipes femininas em busca de medalhas e de uma vaga nos Jogos Olímpicos Los Angeles-2028. A China lidera o ranking de forças, seguida por Japão, Estados Unidos e Rússia.
Favoritas ao pódio
A seleção chinesa tenta voltar ao topo por equipes após um longo período sem título mundial e chega com uma equipe mais forte na trave e nas barras assimétricas. Ke Qinqin, em sua primeira temporada adulta, é apontada como uma das novidades do time.
O Japão vive crescimento desde Tóquio-2020 e conta com Sugihara Aiko, atual campeã no solo, além de Misa Nishiyama, campeã mundial júnior. A equipe também vem se destacando na adaptação ao código de pontuação atual.
Os Estados Unidos seguem entre as principais forças, mas perderam parte das notas que Simone Biles entregava à equipe. Já a Rússia retorna ao cenário e foi campeã europeia nesta temporada, liderada pela campeã olímpica Angelina Melnikova. A participação de Viktoria Listunova ainda depende da situação dos vistos.
Brasil aparece em sexto
O Brasil está na sexta posição, dentro do grupo que pode brigar por medalha caso as favoritas tenham problemas. A equipe tem Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidélis, Sophia Weisberg e Gabriela Bouças, que deve ser a reserva.
Rebeca não compete mais no solo e não deve participar das barras assimétricas neste ano. O Brasil aposta na trave e nos saltos, enquanto Flávia, Lorrane e Sophia podem superar 13 pontos nas barras se acertarem suas séries. O solo será um dos principais testes da equipe.
Canadá, Grã-Bretanha, Itália e França completam o grupo logo atrás das favoritas. As britânicas contam com o retorno de Alice Kinsella. A Itália não terá as irmãs D’Amato, lesionadas, e Manila Esposito disputará apenas trave e solo. A França depende de Elena Colas, destaque da equipe no bronze do Campeonato Europeu.
Corrida pela classificação olímpica
Austrália, Espanha, Holanda, Argentina, Coreia do Sul e Alemanha aparecem no grupo de equipes que mira a classificação para Los Angeles-2028. O corte será o 12º lugar no Mundial de 2027.
A Austrália chega melhor posicionada, mesmo sem Georgia Godwin, lesionada. A Espanha tenta voltar após ficar fora de Paris-2024. Holanda e Alemanha enfrentam renovação, enquanto a Coreia do Sul também passa por mudanças.
A Argentina vive sua melhor geração e chega embalada por uma boa campanha nos Jogos Sul-Americanos. A Coreia do Norte não disputará o Mundial deste ano, mas ainda pode buscar a classificação olímpica se mantiver o desempenho dos Jogos Asiáticos.
Argélia, Ucrânia, México, Suécia, Bélgica, Suíça, Romênia, Belarus e Malásia completam a lista. A Argélia terá uma equipe completa pela primeira vez, com Kaylia Nemour e Djena Laroui. A Romênia é a principal incógnita após a crise que atingiu a equipe no último ciclo.








