SANTA FÉ — Thais Fidelis e Carolyne Pedro usaram a experiência para apoiar a equipe feminina de ginástica artística do Brasil nos Jogos Sul-Americanos. Vice-campeiras por equipes, as duas orientaram as companheiras mais jovens durante a competição e ajudaram o grupo a conquistar a medalha de prata.
Três ginastas da equipe disputaram os primeiros Jogos Sul-Americanos da carreira. Além das provas, elas tiveram contato com a rotina da Vila e com atletas de outras modalidades. Thais e Carolyne passaram a dar suporte às companheiras, principalmente nos momentos de maior pressão.
“Praticamente só tem eu e a Ca de mais velhas”, afirmou Thais, ao explicar a diferença de experiência dentro do grupo. A ginasta também destacou que o apoio deve continuar mesmo quando uma apresentação não sai como planejado.
Apoio depois dos erros
Thais teve uma queda na trave durante a competição. Para ela, os erros fazem parte da ginástica, mas a equipe precisa permanecer unida do início ao fim da apresentação. A atleta contou que retornou aos Jogos Sul-Americanos em 2026, depois de competir em 2018 e 2022, em Assunção.
Em 2022, Thais disputou apenas dois aparelhos. Em Santa Fé, voltou a competir na trave e nas barras assimétricas. A participação aconteceu ao lado de uma geração mais jovem, com quem dividiu a experiência acumulada na seleção brasileira.
Carolyne está há dez anos na seleção brasileira e também orientou as companheiras durante a competição. Ela disputou os quatro aparelhos em Santa Fé e garantiu uma vaga na final das paralelas.
“A gente sempre fala pra elas que é: começa, vai até o fim”, disse Carolyne. A ginasta reforçou que uma queda não pode definir o restante da série e que é preciso manter a mesma garra até o último movimento.
As duas atletas também destacaram o apoio recebido nas arquibancadas. Thais contou que a equipe ficou feliz com a torcida, enquanto Carolyne afirmou que o incentivo dá força durante as apresentações.








