Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Psicologia do esporte entra na rotina de clubes e seleções
Esportes

Psicologia do esporte entra na rotina de clubes e seleções

Profissionais ajudam atletas a lidar com pressão, concentração, confiança, comunicação e desafios da carreira esportiva.

A preparação esportiva passou a incluir um novo componente além de força, resistência, técnica e tática: o trabalho do psicólogo do esporte. Clubes e seleções incorporaram esses profissionais para desenvolver recursos mentais e apoiar atletas na rotina competitiva.

A atuação não se limita a momentos de crise. O psicólogo pode trabalhar de forma preventiva temas como controle da ansiedade, preparação para competições, adaptação depois de erros ou derrotas, relacionamento dentro da equipe e tomada de decisões sob pressão.

Pressão e desempenho

Atletas convivem com cobrança por resultados, medo de perder espaço, críticas públicas, exposição nas redes sociais e incertezas sobre a carreira. Carla Di Pierro, psicóloga do Comitê Olímpico do Brasil, destaca que a exposição digital e a cobrança constante ampliaram as pressões fora do momento da competição.

Sentir ansiedade antes de uma prova ou partida é uma reação comum. A preocupação aparece quando essas emoções começam a prejudicar a vida do atleta ou sua capacidade de competir.

Em momentos decisivos, como uma final olímpica, uma disputa de pênaltis ou uma última tentativa, o trabalho psicológico busca ajudar o atleta a manter a atenção na tarefa. Também pode contribuir para a recuperação da confiança depois de uma derrota, de um erro importante ou do retorno de uma lesão.

Nos esportes coletivos, comunicação, liderança e relacionamento entre atletas e comissão técnica também fazem parte do processo.

Uma parte do treinamento

A psicologia do esporte não garante vitórias. O resultado depende de fatores como preparação física e condições da competição. O profissional ajuda o atleta a desenvolver habilidades para enfrentar esses desafios, como parte de uma estrutura maior.

A psicologia esportiva pode envolver preparação mental voltada ao desempenho e ao ambiente competitivo. Já a psicoterapia trabalha questões emocionais e psicológicas mais amplas, relacionadas ou não ao esporte. Em alguns casos, os profissionais podem atuar em conjunto.

Para Carla Di Pierro, do COB, o cuidado psicológico deve começar antes de uma situação de sofrimento intenso, com prevenção e suporte à rotina de alto rendimento.

Esses conceitos também podem ser aplicados por praticantes recreativos, que enfrentam medo de falhar e pressão por resultados. A preparação física, técnica e emocional passou a ser vista de maneira integrada: a mente não substitui o treino, mas também faz parte dele.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5