RIO DE JANEIRO — O atletismo brasileiro conquistou 33 medalhas nos Jogos Paralímpicos Rio-2016. Entre os principais nomes daquela campanha estava Petrúcio Ferreira, que estreou aos 19 anos com três pódios e dois recordes mundiais na mesma prova.
Nos 100m T47, classe destinada a atletas com comprometimento nos membros superiores, o paraibano venceu a eliminatória em 10s67. No dia seguinte, levou o ouro na final e reduziu o tempo para 10s57, estabelecendo uma nova marca mundial.
A participação de Petrúcio também rendeu prata nos 400m T47 e no revezamento 4x100m. Ele dividiu a equipe com Renato Cruz, Yohansson Nascimento e Alan Fonteles.
O começo de uma sequência de títulos
O desempenho no Rio veio depois de dois ouros nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015, nos 100m e 200m. Em Tóquio-2020, Petrúcio voltou a vencer os 100m T47 e ganhou bronze nos 400m T47.
Em 2022, marcou 10s29 no Desafio CPB/CBAt, em São Paulo, resultado que o tornou o atleta paralímpico mais rápido da história. Em Paris-2024, conquistou o terceiro título paralímpico consecutivo nos 100m T47.
O velocista também soma cinco títulos mundiais consecutivos: Londres-2017, Dubai-2019, Paris-2023, Kobe-2024 e Nova Déli-2025.
Outros recordes brasileiros
Daniel Martins venceu os 400m T20 com 47s22, enquanto Claudiney Batista atingiu 42,74m no lançamento de dardo F56. Como competiu na classe F57, Claudiney não foi ao pódio nessa prova. No lançamento de disco F56, porém, ganhou o ouro com 45,33m e estabeleceu o recorde das Américas.
Na edição, o atletismo também teve medalhas brasileiras com Shirlene Coelho, Alessandro Silva, Silvania Costa, Odair Santos, Fábio Bordignon, Verônica Hipólito, Felipe Gomes, Rodrigo Parreira, Mateus Evangelista, Terezinha Guilhermina, Lorena Spoladore, Alice Correa, Thalita Simplício, Edson Pinheiro, Daniel Mendes, Marivana Oliveira e Edneusa Dorta.








