Claudio Carsughi morreu nesta quinta-feira (10), aos 93 anos. Jornalista e engenheiro, ele teve uma carreira de mais de sete décadas no jornalismo esportivo, automotivo e na Fórmula 1.
Nascido em Arezzo, na Itália, em 13 de outubro de 1932, Carsughi se mudou com a família para o Brasil em março de 1946. Em São Paulo, formou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP. O jornalismo, porém, já fazia parte da trajetória dele desde os 13 anos, quando escrevia para periódicos italianos.
Carreira no jornalismo
Em 1956, Carsughi avaliou a Romi-Isetta e acompanhou o desenvolvimento da indústria automobilística nacional. Trabalhou por 25 anos na revista Quatro Rodas, onde foi o primeiro jornalista a ver e testar o Volkswagen Gol. Também passou pelas revistas Oficina Mecânica e Auto&Técnica.
No rádio, atuou por mais de seis décadas. Além da Jovem Pan, trabalhou nas rádios Bandeirantes e Record. Como comentarista esportivo, cobriu cinco Copas do Mundo consecutivas pela Jovem Pan: 1970, 1974, 1978, 1982 e 1986.
Carsughi também foi pioneiro no uso de dados estatísticos nas transmissões de futebol. A iniciativa foi sugerida por “Seo Tuta”, fundador da Jovem Pan.
Na Fórmula 1, suas análises abordavam a mecânica, o desempenho dos motores e as estratégias das equipes. Em maio de 1994, durante transmissões em ondas curtas de uma rádio italiana, ele foi o primeiro jornalista no Brasil a noticiar a morte cerebral de Ayrton Senna.
Mais tarde, trabalhou na televisão, com passagens pela ESPN Brasil e pelo SporTV, e também atuou no ambiente digital.
A morte foi confirmada após uma homenagem publicada por sua filha, a jornalista Claudia Carsughi, no portal mantido pela família. No texto, ela destacou a ética, a objetividade e o caráter do pai. Carsughi resumiu a escolha profissional com a frase: “Resolvi fazer aquilo que eu amava e nada melhor que passar a vida trabalhando, assim o trabalho virou prazer.”









