A Premier League declarou o Manchester City culpado por infrações financeiras graves cometidas entre 2009 e 2018. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (29) pela organizadora do Campeonato Inglês.
Entre as acusações está a assinatura de contratos fictícios com parceiros comerciais. Segundo a Premier League, os acordos teriam inflado artificialmente as receitas do clube, escondido a situação real das finanças e ajudado a evitar os limites de gastos da liga e da Uefa.
Uma comissão independente também considerou o Manchester City culpado da maioria das acusações relacionadas à falta de cooperação do clube durante a investigação. Nenhuma punição foi aplicada até o momento.
Recurso anunciado
O presidente da Premier League, Richard Masters, afirmou que ficou comprovado que o clube “infringiu sistematicamente as normas da liga durante quase uma década”. Ele também disse que a entidade pretende avançar rapidamente com o restante do procedimento após a decisão da comissão.
A diretoria do Manchester City rejeitou as acusações e anunciou que vai recorrer. Em nota, o clube afirmou ser inocente e disse ter provas para sustentar sua posição no caso. A equipe também declarou que atuará nas instâncias regulatórias e legais cabíveis.
O clube foi adquirido em 2008 pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice-presidente e vice-primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos. Desde então, conquistou oito títulos do Campeonato Inglês, quatro Copas da Inglaterra e sete Copas da Liga Inglesa.
Em 2023, o Manchester City venceu a Liga dos Campeões pela primeira vez. No mesmo ano, a Premier League acusou o clube após uma investigação sobre supostas infrações financeiras. A audiência diante da comissão independente começou em setembro de 2024 e terminou três meses depois.








