SÃO PAULO — Clubes paulistas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reuniram nesta segunda-feira (28), na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), na zona oeste da capital, para discutir os efeitos da Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida restringe a atuação das casas de apostas.
Participam das conversas representantes de Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Red Bull Bragantino, Mirassol, Novorizontino, São Bernardo, Botafogo de Ribeirão Preto e Ponte Preta. O objetivo é avaliar formas de reduzir o impacto financeiro da proibição às bets, apontadas como principais patrocinadoras de grande parte dos clubes.
A FPF conduz o diálogo entre as agremiações e participou da articulação de um manifesto contra a proibição das casas de apostas, divulgado na última quinta-feira. Os clubes defendem uma conversa com Brasília sobre o tema.
Próxima reunião
O Governo Federal planeja reunir representantes dos clubes e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para discutir os impactos da MP. A previsão é que o encontro ocorra nesta terça-feira, 29, mas o Ministério do Esporte ainda não confirmou a agenda.
O Congresso Nacional terá até 120 dias para analisar a medida e decidir se ela será convertida em lei definitiva.
As casas de apostas repassaram mais de R$ 1 bilhão aos clubes em 2025 por meio de contratos de patrocínio. De acordo com os balanços financeiros de 2025, empresas do setor respondem por 7,9% das receitas dos clubes da Série A.
Essas marcas ocupam o posto de patrocinadoras master de 14 das 20 equipes da competição. As exceções são Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Internacional, Mirassol e Red Bull Bragantino.









