A Associação Suíça de Futebol retirou o apoio à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da Fifa. A entidade citou o plano de venda de participações da Fifa Forward Enterprise e a reversão da suspensão de Folarin Balogun como motivos para a decisão no pleito de 2027.
A posição foi definida pela diretoria em 25 de setembro e divulgada cinco dias depois. No comunicado, a associação afirmou que os acontecimentos recentes levantam dúvidas sobre liderança, governança, transparência e os processos de decisão da Fifa.
“Como essas questões não foram abordadas de forma convincente, não podemos justificar o apoio contínuo à candidatura de Gianni Infantino”, disse o presidente Peter Knabel. A declaração também mencionou uma mensagem recente de Infantino em que ele se mostrou aberto ao diálogo com as associações.
Plano de investimento e caso Balogun
A Fifa Forward Enterprise foi apresentada pela gestão de Infantino depois da Copa do Mundo. O projeto previa a venda de 20% de participações da subsidiária para captar até R$ 21,5 bilhões. Após rejeição massiva, a proposta foi arquivada.
A Associação Suíça de Futebol também questionou a decisão de permitir que Folarin Balogun jogasse pelos Estados Unidos na Copa. O atacante deveria cumprir suspensão contra a Bélgica, pelas oitavas de final, mas a Fifa liberou sua participação após movimentos da Casa Branca e de Donald Trump.
A entidade suíça afirmou que a decisão não representa um afastamento da Fifa. Como associação do país onde a Fifa e a Uefa têm suas sedes, disse que seguirá defendendo transparência, estruturas confiáveis, decisões baseadas em regras e um sistema internacional de futebol unido e ético.
Apoios e regras da eleição
A Uefa mantém oposição a Infantino. Aleksander Ceferin, ao lado de líderes da Concacaf e da AFC, sugeriu que as reservas da Fifa fossem usadas para aumentar os repasses às associações. Infantino aceitou discutir a proposta em 15 de outubro, durante a reunião do Conselho da Fifa.
Mesmo com a resistência das confederações, Infantino recebeu sinais de apoio de Azerbaijão, Letônia, Uzbequistão e Jamaica. Também conta com unanimidade na Conmebol e na CAF. As confederações não votam na eleição: o direito é das associações-membro dos 211 países filiados à Fifa, com o mesmo peso para cada voto.
Com dois candidatos, é necessária maioria simples, de 50% + 1 dos votos válidos, equivalente a 106. Com três ou mais postulantes, o primeiro turno exige dois terços, ou 140 votos. Se ninguém alcançar esse número, o candidato com menor percentual é eliminado até restarem dois concorrentes.
As candidaturas podem ser inscritas até 28 de novembro. A eleição está marcada para 28 de março, em Rabat, no Marrocos.









