O Santos perdeu o recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS) e terá de pagar cerca de R$ 15 milhões a Pedro Caixinha e aos integrantes da comissão técnica. O tribunal manteve a condenação definida anteriormente pela Fifa.
O julgamento ocorreu no fim de maio, mas o clube só teve acesso à sentença na semana passada, segundo pessoas ligadas ao caso. Agora, o Santos precisa negociar diretamente com Caixinha ou cumprir o pagamento estabelecido pela decisão.
A cobrança corresponde a 2,3 milhões de euros, valor que equivalia a aproximadamente R$ 14,4 milhões quando o processo foi aberto. A sentença também prevê juros de 5% ao ano, calculados desde a rescisão unilateral do contrato até a quitação da dívida.
Negociação e risco de punição
O Santos ainda está dentro do prazo para tentar um acordo com Caixinha. As partes podem definir uma forma de pagamento, mas, se não houver entendimento, o clube terá de pagar a indenização à vista. Enquanto a dívida não for quitada, os juros continuam sendo aplicados.
O descumprimento da decisão pode levar a Fifa a impor um novo transfer ban ao Santos. A punição impediria o registro de novos jogadores durante o período determinado pela entidade.
Caixinha chegou ao Santos em janeiro de 2025 e deixou o cargo em abril daquele ano, após comandar 16 partidas. O treinador terminou a passagem com seis vitórias, três empates e sete derrotas.
Depois da demissão, o Santos tentou parcelar a multa rescisória, mas Caixinha não aceitou a proposta. O treinador levou o caso à Fifa, que decidiu a seu favor e determinou o pagamento integral da indenização.
O clube recorreu à CAS para tentar derrubar ou modificar a condenação. O tribunal manteve a decisão da Fifa, e o processo foi encerrado na esfera esportiva. Não há mais possibilidade de recurso. O Santos agora precisa definir como vai cumprir a obrigação financeira com Caixinha e sua comissão.








