Viviane Batidão vai dividir o Palco Sunset com Joelma no Rock in Rio 2026, em 13 de setembro. A participação levará ao festival ritmos como tecnomelody, melody e rock doido, ligados às festas e aparelhagens do Pará.
O convite representa, para Viviane, uma conquista profissional e também o reconhecimento de um movimento cultural. A cantora afirma que sua presença no festival não é apenas uma vitória individual, mas resultado da trajetória de artistas, produtores, DJs, dançarinos e públicos que mantiveram o tecnomelody ativo.
Do espaço de marca ao Palco Sunset
A relação da artista com o Rock in Rio começou em 2019, quando ela se apresentou em uma ação de marca realizada em um espaço pequeno dentro do evento. Agora, sete anos depois, retorna como convidada de Joelma para um dos principais palcos do festival.
Viviane disse que ficou surpresa com o convite e destacou o cuidado da cantora e da equipe durante a preparação. Ela vai cantar com a banda de Joelma, usar efeitos e participar de uma apresentação com telão personalizado e identidade visual própria.
O encontro também aproxima o rock do Rock in Rio do chamado rock doido, expressão paraense associada às aparelhagens, às batidas eletrônicas aceleradas e à energia das pistas. Para Viviane, não é necessário transformar essa sonoridade em rock para que ela tenha espaço no festival.
Preparação para poucos minutos
Como a participação será mais curta que um show completo, a cantora precisa entrar no palco com energia máxima. A preparação inclui ensaios com dançarinos, cuidados vocais e treinos físicos. Viviane também canta enquanto corre na esteira ou pedala, simulando o esforço da apresentação.
A performance terá figurino especial, efeitos e elementos visuais para apresentar ao público parte da atmosfera das festas de aparelhagem do Pará.
Uma conquista coletiva
Ao lembrar o Prêmio Multishow 2025, na categoria Brasil, Viviane reforçou que suas conquistas pertencem a um movimento. O título de Rainha do Tecnomelody, segundo ela, veio após anos de resistência e dedicação ao gênero.
A artista conta que começou a produzir música em 2007 e atribui ao tecnomelody a construção de sua carreira. Ela também quer levar a cultura paraense a novos festivais, palcos internacionais e públicos que ainda não conhecem essas sonoridades.
Viviane cita a presença de Joelma, Gaby Amarantos, Zaynara, Felipe Cordeiro e Jaloo em espaços de alcance nacional como parte desse caminho. A participação ao lado de Anitta em Lisboa também reforçou, para ela, a possibilidade de conexão da música paraense com públicos de fora do país.
No Palco Sunset, a cantora pretende condensar em poucos minutos uma trajetória construída entre aparelhagens, batidas e resistência. A apresentação será uma oportunidade de mostrar o tecnomelody e o rock doido a uma audiência ampla, sem deixar de lado a identidade cultural do Pará.








