Tinashe sente a pressão crescer antes do lançamento de Popstar, seu oitavo álbum de estúdio. O disco chega cercado por discussões sobre a capa, os singles e a postura da cantora diante das críticas online.
“Há muita atenção, muita discussão”, disse Tinashe. Segundo ela, as pessoas estão preparadas para ouvir o trabalho, algo que não aconteceu com a mesma intensidade em lançamentos anteriores.
Um álbum feito para provocar reação
A artista afirma que escolheu o título Popstar para transmitir confiança e marcar sua chegada. Para ela, assumir esse nome também significa reivindicar um espaço próprio na música pop.
A capa mostra um close do rosto de Tinashe, com um anel de estrelas nos olhos e fones de ouvido. A imagem gerou debates nas redes sociais, especialmente entre pessoas que preferiam fotos promocionais mais convencionais. A cantora respondeu que nem toda decisão criativa deve ser avaliada apenas pela beleza ou pelo potencial de chamar atenção.
Ela também criticou a pressão por músicas, vídeos e trechos pensados para viralizar. Na avaliação de Tinashe, reduzir um artista a uma miniatura ou a poucos segundos de áudio limita o processo criativo. “A sutileza morreu”, afirmou.
Popstar já teve cinco singles apresentados: “Pillow Fight”, “Crash Out”, “Melatonin”, “Too Easy” e “I’d Rather Be Alone”. A cantora descreve “Crash Out” como uma faixa marcada pela percussão e pela tentativa de manter o foco em meio a vozes questionadoras. Outras 11 músicas serão lançadas com o álbum.
Independência e carreira
Tinashe trabalha de forma independente desde 2019, quando deixou a RCA Records. Na época, a saída foi descrita por seu empresário como uma forma de devolver o controle criativo à cantora, após cinco anos e três álbuns.
Ela contou que, no início da carreira, foi pressionada a gravar músicas com as quais não se identificava. Também enfrentou divergências criativas que atrasaram lançamentos. Por isso, não demonstra disposição para seguir conselhos artísticos de fãs nas redes sociais.
A cantora defende que artistas mantenham suas escolhas e não lancem apenas trabalhos fáceis de agradar. Para ela, o público costuma simplificar excessivamente o que consome, deixando de considerar as nuances de cada obra.
Tinashe também citou colegas que trabalham na indústria há mais de 10 anos e que passaram a viver um momento de ascensão. Entre elas estão Charli XCX e Zara Larsson. Charli elogiou as melodias da cantora, enquanto PinkPantheress chamou “Crash Out” de “Música do ano”.
Tinashe afirma ainda que a música pop não precisa seguir uma fórmula limpa, mainstream ou artificial. Enquanto a contagem regressiva para o lançamento continua, ela espera que Popstar faça o público não apenas falar, mas também refletir.








