A presença de um pen drive no palco não significa, necessariamente, que o DJ esteja apenas apertando o play. O dispositivo pode armazenar o material usado para fazer a mixagem ao vivo, enquanto sets totalmente pré-gravados aparecem principalmente em grandes eventos, com marcações precisas de palco.
A explicação foi dada pela DJ Anna, uma das brasileiras mais conhecidas da indústria. Segundo ela, a prática de usar um set pronto e simular a apresentação existe, sobretudo em shows de EDM com efeitos sincronizados, como fogos e falas.
“Eu, por exemplo, toco com pen drive, mas o que tem dentro daquele pen drive é todo o material que eu uso para mixar na hora”, afirmou Anna. Ela também contou que recusou um pedido para enviar uma apresentação gravada para uma edição especial do Tomorrowland durante a pandemia.
Grandes produções
Entre os nomes do Rock in Rio 2026 que mais se aproximam desse formato estão Calvin Harris, Pedro Sampaio e Alok. O show de Alok inclui dançarinos e drones sincronizados com a música, o que exige coordenação prévia, mas não comprova que o set seja pré-mixado.
Alok se apresenta no Palco Mundo em 11 de setembro. Em 2020, o DJ comparou o trabalho anterior à apresentação ao lançamento de um foguete: o público vê apenas o momento de apertar o botão, mas não todo o preparo envolvido.
Calvin Harris, atração principal do Palco Mundo no domingo, 6, afirmou em 2012 que não vê problema em sets pré-gravados. Para ele, o público de uma boate busca ouvir uma faixa produzida, e o trabalho de um DJ não é necessariamente igual ao de um músico ou produtor.
O palco New Dance Order, dedicado à música eletrônica, terá atrações em todos os dias do evento.








