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SalDoce transforma liberdade e posicionamento em dez faixas
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SalDoce transforma liberdade e posicionamento em dez faixas

Novo álbum reúne instrumentos acústicos, vídeos para todas as músicas e um discurso direto contra homofobia, machismo e misoginia.

A SalDoce escolheu falar sem filtros em Inofensiva Flor. O álbum marca o primeiro posicionamento explícito do trio contra a homofobia, o machismo e a misoginia, além de apresentar uma sonoridade mais ampla que a do trabalho anterior.

Formado por Brenda Luce, Fernanda Francis e Marianna Eis, o grupo construiu sua trajetória com harmonias delicadas, releituras de clássicos da MPB e um som leve. Em seis anos, conquistou mais de meio milhão de seguidores. Agora, as integrantes afirmam que não querem ficar restritas à imagem que marcou o início da carreira.

Um álbum pensado ao contrário

Lançado em 20 de agosto, o projeto nasceu a partir de perguntas sobre referências, temas e caminhos musicais. Marisa Monte, Vanessa da Mata e Rita Lee estavam entre as inspirações consideradas pelo trio. A estratégia foi definir primeiro o conceito e depois buscar as canções.

A SalDoce reuniu compositoras em um encontro imersivo descrito como um camping só de mulheres artistas. O processo gerou 60 composições. Após sessões de escuta e discussões, dez faixas foram escolhidas para o álbum.

Produzido por Ricardo Rodrigues, Inofensiva Flor aposta em instrumentos acústicos, músicos em estúdio e arranjos que destacam cada música. “Buscamos uma sonoridade que representasse essa nova fase da SalDoce”, disse Brenda.

A faixa de abertura, “Fera Domesticada”, deu origem ao título do disco. A música trabalha a ideia de uma mulher que pode ser delicada e intensa, romântica e visceral, sem precisar escolher apenas uma dessas características.

Música como posicionamento

O discurso aparece diretamente em “Não Sento à Mesa”, canção que rejeita a aproximação com a homofobia. O grupo também relaciona liberdade à defesa dos próprios limites e à possibilidade de falar sobre violência e direitos por meio da música.

A mudança teve efeito nas redes. Depois de uma publicação sobre o casamento homoafetivo de Marianna Eis, a SalDoce perdeu três mil seguidores. Mais tarde, ganhou mais de 30 mil.

As outras faixas exploram relações, amor, vulnerabilidade, desejo e autonomia. “Ego Temperado” trata de vaidade e sedução com humor. “Planos” fala sobre voltar a acreditar no amor, enquanto “Dançar com a Vida” aborda a capacidade de seguir adiante diante dos imprevistos.

“Visceral” discute a pressão para que mulheres demonstrem força o tempo todo. “Invencíveis” apresenta a resistência como algo que permanece mesmo em meio ao caos. Já “Na Pele” encerra o álbum em clima de celebração.

Vídeos ampliam o projeto

Todas as faixas ganharam vídeos no YouTube. Os trabalhos foram pensados como extensões das narrativas das músicas, com cenários, figurinos, fotografia e expressão corporal.

A direção é de Fernando Duarte, com direção artística de Renan Andrade e direção de movimento de Clarissa Barbio. O material registra uma dimensão do trio que costuma aparecer nas apresentações ao vivo, com banda, movimento e dança.

Apesar da mudança, o amor continua no centro da identidade da SalDoce. Para as integrantes, o sentimento pode aparecer como força, e não apenas como leveza. A nova fase, portanto, amplia o grupo sem abandonar a harmonização entre as três vozes.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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