A música de 1976 passou pela disco, pelo soul, pelo rock progressivo, pelo folk, pelo metal, pelo blues de Chicago, pelo samba brasileiro e pelo funk de Nova Orleans. Uma seleção com 76 álbuns destaca como o período também abriu espaço para o dub jamaicano, o punk do CBGB, o country fora da lei e o stoner rock.
Entre os discos lembrados estão Songs in the Key of Life, de Stevie Wonder; Frampton Comes Alive!, de Peter Frampton; Hotel California, dos Eagles; 2112, do Rush; Arrival, do ABBA; Destroyer, do Kiss; Boston, do Boston; e Blondie, do Blondie. A lista também reúne trabalhos de David Bowie, Joni Mitchell, Bob Dylan, Al Green, Jackson Browne, Donna Summer, Patti Smith, Marvin Gaye, Led Zeppelin e The Rolling Stones.
Discos que marcaram o ano
O punk aparece com as estreias dos Ramones, das Runaways e do Blondie. O álbum homônimo dos Ramones acelerou o rock com guitarras de três acordes e músicas como “Blitzkrieg Bop” e “I Wanna Be Your Boyfriend”. Já The Modern Lovers, de The Modern Lovers, saiu depois de quatro anos guardado e apresentou o grupo liderado por Jonathan Richman.
No dub, King Tubbys Meets Rockers Uptown, de Augustus Pablo, foi criado com músicos como Robbie Shakespeare, Earl “China” Smith e Carlton “Carlie” Barrett. O disco foi mixado no estúdio de King Tubby, em Kingston, e é considerado um dos grandes trabalhos do gênero.
Station to Station, de David Bowie, transformou temas sombrios em um álbum de funk espacial. Hejira, de Joni Mitchell, combinou jazz e música tradicional em canções escritas durante uma viagem. Lou Reed apareceu com Coney Island Baby, enquanto Joan Armatrading consolidou seu trabalho como cantora e compositora com um álbum homônimo.
A seleção ainda inclui Rocks, do Aerosmith, Warren Zevon, de Warren Zevon, e The Wild Tchoupitoulas, do grupo homônimo. Juntos, os discos mostram a variedade sonora de um ano em que novos estilos despontaram e trabalhos clássicos chegaram ao público.








