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Peter Max deixa legado visual que marcou a cultura pop e a contracultura
Foto: Simon Russell/Getty Images
Entretenimento

Peter Max deixa legado visual que marcou a cultura pop e a contracultura

Artista morreu aos 88 anos, em Manhattan, após uma longa batalha contra o Alzheimer; ele deixa dois filhos.

Peter Max morreu na última segunda, 14, aos 88 anos, em um hospital de Manhattan. A informação foi confirmada por Michael Pagnotta, amigo próximo e porta-voz que trabalhava com o artista desde a década de 80. Max enfrentava uma longa batalha contra o Alzheimer e deixa os filhos Adam e Libra.

Cores, espaço e cultura pop

Além de criar o primeiro logotipo da MTV nos anos 1980, Max foi escolhido, em 1994, como “artista oficial” da Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos. Ele também pintou a Estátua da Liberdade, aviões e o Super Bowl, além de retratar presidentes dos Estados Unidos e nomes como Bob Dylan, Ringo Starr, Jimi Hendrix, Obama e Taylor Swift.

Suas composições reuniam cores vibrantes, referências cósmicas, flores fluorescentes, arco-íris e planetas. O trabalho ajudou a formar a estética ligada à contracultura, ao movimento hippie e à era Woodstock. “Ele tinha uma mente muito expansiva”, disse Pagnotta, ao comparar o impacto visual de Max ao papel dos Beatles na música daquela geração.

Nascido Peter Max Finkelstein, em Berlim, em 1937, o artista era filho de pais judeus. Ainda bebê, deixou a cidade com a família, que fugia da perseguição nazista. O grupo passou cerca de uma década em Xangai e depois viveu em Israel e Paris, antes de se estabelecer no Brooklyn em 1953, quando Max tinha 16 anos.

Formação e trajetória

Depois do ensino médio, Max estudou na Art Students League de Nova York. Entre os ex-alunos da instituição estavam Roy Lichtenstein, Robert Rauschenberg e Cy Twombly. Em 1962, ele fundou com um amigo o The Daly & Max Studio, em Manhattan, dedicado a design gráfico e colagens.

Na década de 1970, o governo federal dos Estados Unidos contratou Max para criar placas de “Bem-vindo aos EUA” nas fronteiras com o Canadá e o México. O projeto foi arquivado após questionamentos de funcionários sobre a “atmosfera alucinante” dos desenhos. O presidente Jimmy Carter retomou a iniciativa e, em 1978, mais de cem placas foram instaladas.

Embora seja frequentemente associado à capa de Yellow Submarine, álbum dos Beatles de 1969, Max não criou a obra. O responsável foi o ilustrador tcheco-alemão Heinz Edelmann.

Em 2013, Max publicou a autobiografia visual The Universe of Peter Max. No livro, agradeceu a influências como o mestre de ioga Swami Satchidananda. Neil deGrasse Tyson escreveu a introdução.

Antes da morte do artista, Libra tornou pública uma disputa judicial. Max tinha demência avançada decorrente do mal de Alzheimer e, desde 2016, estava sob custódia monitorada pela justiça de Nova York. Em 2019, Barbara Lissner foi nomeada pelo tribunal como sua tutora pessoal.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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