Melissa Barrera afirmou que só voltaria à franquia Pânico se os direitos deixassem a Spyglass Media Group. A atriz foi demitida de Pânico 7, ainda durante o desenvolvimento do filme, após declarar apoio à Palestina nas redes sociais.
Em entrevista ao JustWatch, Barrera disse que não trabalharia novamente com a empresa que detém os direitos da franquia. “Eu adoro a franquia. Me diverti muito fazendo esses filmes”, afirmou. Ela também declarou que as dificuldades enfrentadas nos últimos anos foram causadas pela forma como a liderança da companhia a classificou publicamente.
A saída da atriz ocorreu em 2023, depois dos ataques de 7 de outubro na Faixa de Gaza. Na época, Barrera publicou pedidos de paz, criticou o governo israelense pelo assassinato de civis palestinos, compartilhou links para doações a organizações de direitos humanos e divulgou artigos que acusavam Israel de genocídio e limpeza étnica.
A Spyglass afirmou que adotava “tolerância zero ao antissemitismo” e classificou a atitude da atriz como uma forma de incitação ao ódio. Barrera disse que não retornaria mesmo diante de um pedido de desculpas.
Retorno condicionado
A atriz afirmou que consideraria voltar caso a franquia passasse para uma empresa que, na visão dela, respeitasse mais o legado de Wes Craven. O diretor comandou os quatro primeiros filmes de Pânico e morreu em 2015.
Barrera também comentou o apoio recebido pelo cantor Macklemore após ele se manifestar sobre a Palestina. O artista foi retirado da turnê Loop, de Ed Sheeran. Ela disse que não recebeu o mesmo respaldo público quando foi demitida de Pânico 7 e avaliou que as reações ao tema podem estimular mudanças contra tentativas de censura.








