RIO DE JANEIRO — O Maroon 5 encerrou o show no Rock in Rio com “Sugar”, depois de atravessar uma sequência de sucessos que incluiu “Moves Like Jagger” e “Payphone”. A apresentação foi construída para entregar ao público exatamente o repertório mais conhecido da banda, sem músicas de Love is Like (2025), trabalho mais recente do grupo.
A escolha funcionou como demonstração da força comercial do catálogo. O público acompanhou faixas como “This Love”, “Animals”, “One More Night”, “Sunday Morning”, “She Will Be Loved” e “Maps”. Em alguns momentos, porém, a sucessão de hits deixou o ritmo moroso e reduziu a sensação de surpresa.
Repertório conhecido
A banda formada por Adam Levine, Jesse Carmichael, James Valentine, Matt Flynn, PJ Morton e Sam Farrar foi headliner da segunda data do festival a esgotar ingressos mais rapidamente, atrás apenas do dia 6. O resultado reforçou o interesse do público brasileiro pelo grupo.
A abertura veio com “Harder to Breathe”, em uma dinâmica que remete a “War Pigs”, do Black Sabbath. Na sequência, “Lucky Strike” manteve a iluminação vermelha e quente. O show ganhou força com “This Love”, que também teve solo de guitarra de Levine em um modelo EVH Wolfgang, idealizado por Eddie Van Halen.
“Animals” apareceu logo no início, seguida por “One More Night”, “Sunday Morning”, “She Will Be Loved” e “Maps”. Depois de “Sunday Morning”, o grupo incluiu “Heavy”, canção solo de PJ Morton, e “Won’t Go Home Without You”, faixa resgatada para o giro atual.
Momentos de contato
Adam Levine desceu até a plateia durante “She Will Be Loved”. Na grade, houve euforia. Já em “Don’t Wanna Know”, parte dos presentes parecia mais preocupada em vestir capas de chuva do que em acompanhar a performance.
O repertório também passou por “Stereo Hearts”, “Love Somebody”, “What Lovers Do”, “Makes Me Wonder” e “Girls Like You”. Entre “Don’t Wanna Know” e o encerramento, foram sete hits incontestáveis, mas a plateia teve poucos momentos de excitação coletiva.
A apresentação foi considerada boa, embora sem a mesma catarse provocada por Demi Lovato pouco tempo antes no mesmo palco. O show apostou na eficiência e no reconhecimento imediato, mantendo o Maroon 5 dentro da fórmula que o público já esperava.








