Marina Sena apresentou um novo espetáculo no Rock in Rio 2026, neste domingo, 13, diante de um Palco Sunset lotado. Intitulada “Fenômeno Natural”, a performance teve menos elementos tradicionais do pop e apostou em uma construção teatral, com referências religiosas e culturais.
A apresentação foi centrada em músicas de “Coisas Naturais”, terceiro disco de estúdio da cantora, lançado em 2025. Marina abriu o repertório com “Numa Ilha”, em uma base marcada pelo groove do baixo. No início, manteve um tom mais sóbrio e deixou de lado as coreografias associadas a seus shows pop.
O primeiro interlúdio trouxe “Desentoado”, do Grupo Raízes, de Montes Claros (MG). Na sequência, Marina cantou “Doçura”, com participação de Luís Lozano, integrante do Çantamarta, “Taiobeiras (Folha Grande)” e “Carta de Maria”, single com Rubel.
Narrativa visual
Em “Ouro de Tolo”, a encenação ganhou força. Marina carregou um boneco de vodu pelo palco e, depois, colocou o objeto sobre uma plataforma antes de retirar algo semelhante a uma tripa de dentro dele. A cena foi acompanhada por uma mensagem sobre rompimento, superação e autorrealização.
A participação de Céu reuniu as duas artistas em “Varanda Suspensa” e “Malemolência”. A plateia reagiu pouco naquele momento, mas o dueto foi um dos destaques da noite por unir canções de Céu a uma apresentação de Marina.
A resposta mais intensa do público veio com “Por Supuesto”. Marina desceu do palco para interagir com os fãs, que cantaram juntos. Depois, apresentou “Voltei Pra Mim” e reduziu o ritmo com “Mágico”.
Em “Lua Cheia”, a cantora incorporou batuques inspirados em sonoridades indígenas e africanas. No encerramento, ao som de “Desmitificar”, quebrou o suporte do microfone e deixou o palco acompanhada pela banda de apoio e pelos dançarinos.








