ESTADOS UNIDOS — Uma juíza federal homologou nesta quarta-feira (30) o acordo entre a Paramount Skydance e 12 estados americanos para a compra da Warner Bros Discovery. A aprovação veio acompanhada de compromissos assumidos pela compradora.
A decisão encerra quase três meses de tramitação por suspeitas de violação das normas de concorrência e remove o último obstáculo para a operação. O acordo havia sido fechado em 21 de setembro, mas ainda dependia da autorização judicial.
Salvaguardas para a CNN
Entre as medidas determinadas por Araceli Martínez-Olguín está a criação de um conselho para proteger a independência editorial da CNN. Grupos da imprensa haviam manifestado preocupação com possíveis impactos sobre a autonomia da emissora.
Também houve resistência dentro da indústria cinematográfica. Opositores afirmaram que a empresa resultante poderia reduzir postos de trabalho em Hollywood e diminuir a produção anual de filmes.
A Paramount, dirigida por David Ellison, venceu em fevereiro uma disputa de ofertas com a Netflix pelo controle de ativos como Warner Bros. Pictures, CNN e HBO Max. A família de Ellison mantém vínculos com o presidente americano, Donald Trump.
O governo Trump aprovou a transação em junho sem exigir mudanças no modelo de negócios. Depois disso, 12 estados entraram com ações para bloquear a operação.
Financiamento
O financiamento inclui cerca de US$ 24 bilhões (R$ 124,3 bilhões) em capital de fundos soberanos da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi. Larry Ellison, pai de David Ellison e fundador bilionário da Oracle, forneceu financiamento e uma garantia aos credores que apoiam o negócio.
A ratificação ocorreu poucos dias depois de Trump proibir CNN, Politico e MS NOW de acessar a Casa Branca. Os veículos recorreram à Justiça e conseguiram reverter a medida.








