O diretor Alejandro G. Iñárritu não se abalou com a recepção dividida de Digger, seu novo filme satírico estrelado por Tom Cruise. A produção arrecadou US$ 20 milhões no primeiro fim de semana em cartaz, diante de um custo estimado entre US$ 140 milhões e US$ 180 milhões.
No filme, Cruise interpreta Digger Rockwell, um magnata excêntrico do petróleo. Depois que a empresa do personagem provoca um desastre ecológico sem precedentes, com ameaça de uma guerra nuclear, Rockwell tenta convencer o mundo de que é a única pessoa capaz de salvar a humanidade.
Diretor diz que esperava dividir opiniões
Iñárritu afirmou que prefere provocar reações diferentes a receber uma resposta morna. “Gosto de correr riscos”, disse o diretor. Ele também descreveu Digger como um filme incomum e provocativo, feito para iniciar conversas.
O cineasta reconheceu que parte do público busca mais certeza na narrativa e disse não sentir necessidade de ser compreendido por todos. Para ele, a sátira aborda uma realidade próxima do colapso ambiental e político, mas não tem como objetivo eliminar a esperança.
Iñárritu já havia dividido opiniões com filmes de narrativas intensas e estruturas não lineares, como O Regresso, de 2015, Amores Brutos, de 2000, 21 Gramas, de 2003, e Babel, de 2006.
Aprovação e transformação de Cruise
No Rotten Tomatoes, Digger abriu com 53% de aprovação da crítica. A avaliação do público chegou a 71%.
Para viver Rockwell, Tom Cruise usou próteses faciais, dentes falsos, perucas com cabelos ralos e grisalhos e uma barriga falsa. O longa foi a pior estreia do ator nos EUA desde Leões e Cordeiros, de 2007.
Mesmo com o desempenho inicial, Cruise publicou uma mensagem para celebrar o trabalho. Ele agradeceu ao elenco e à equipe e disse estar orgulhoso do resultado criado com os artistas envolvidos.








