Halsey transforma diferentes fases da carreira em um espetáculo de rock no filme-concerto The Girl in the Tower (2026). A produção é a primeira nesse formato oficial e reúne apresentações feitas durante a recente turnê europeia da cantora e compositora por festivais.
Com 75 minutos, o filme percorre cinco álbuns de estúdio e foi registrado em vários shows. A estreia aconteceu no YouTube no quinto aniversário de If I Can’t Have Love, I Want Power (2021), quarto álbum de estúdio de Halsey.
O show aposta em uma estrutura teatral. O repertório é organizado em quatro atos: A Mãe, A Donzela, O Mago e Eles Estão Furiosos Comigo. Até as faixas mais associadas ao pop ganham novas versões, marcadas por percussão forte e guitarras intensas.
A abertura traz “Nightmare”, com fogo ao redor do palco. Na sequência, “I Am Not a Woman, I’m a God” inicia o ato A Mãe. Já “Castle”, do álbum de estreia Badlands (2015), vira um momento de confronto com o público: Halsey interrompe a música e pede mais energia antes de retomar a apresentação.
Repertório mistura fases da carreira
A Donzela começa com “Dog Years”, de The Great Impersonator (2024). Presa ao palco por uma corrente, Halsey segue com “You Asked for This” e “Experiment on Me”, enquanto o público forma rodas punk. Uma versão rock de “Closer” também aparece no set.
No ato O Mago, “The Lighthouse” apresenta uma imagem de sereia que atrai marinheiros para a morte. “Colors”, “Without Me” e “Hurricane” continuam essa linha narrativa, ligada a poder, destruição e ao papel de salvador.
O encerramento fica com “Lonely Is the Muse”, faixa de rock que conduz o último ato. O filme reúne ainda reflexões de If I Can’t Have Love, I Want Power e The Great Impersonator, conectando controle, maternidade, vida, morte e legado em diferentes momentos da trajetória de Halsey.








