Halsey transformou o último domingo do Rock in Rio 2026 em uma noite de rock, catarse e participação intensa do público. Mesmo após enfrentar uma infecção nos dias anteriores, a cantora americana subiu ao Palco Mundo com uma banda pesada e uma apresentação marcada por mosh pits, arranjos roqueiros e momentos acústicos.
O show faz parte da turnê de The Great Impersonator, quinto álbum da artista, lançado em 2024. O disco foi criado durante o tratamento de lúpus e de uma rara doença linfoproliferativa de células T. Halsey chegou a temer que o projeto fosse seu último trabalho. Ao vivo, as músicas ganham referências que passam pelo folk e pelo grunge.
“Nightmare” abriu a apresentação. Depois vieram “I Am Not a Woman, I’m a God”, de If I Can’t Have Love, I Want Power (2021), e “Castle”, de BADLANDS (2015). O público também cantou “You Should Be Sad” e “Bad at Love”, de Hopeless Fountain Kingdom (2017).
Sucessos e mosh pits
“Hurricane” e “Gasoline” impulsionaram os mosh pits. “Without Me”, hit de 2019, foi o momento de maior participação coletiva. Já “Colors” e “Colors Pt. II” apareceram em versão acústica, acompanhadas pelas luzes dos celulares no gramado.
“Closer” ganhou uma leitura mais pesada e urgente, distante do pop eletrônico da versão conhecida. O encerramento ficou com “Lonely Is the Muse”, faixa de The Great Impersonator e parte mais introspectiva do repertório recente.
A interação com a plateia atravessou o show. Halsey pediu que os fãs acendessem as lanternas dos celulares e reconheceu que o pedido era um clichê. Depois, convocou o público para fazer “o maior mosh de toda a turnê”. Durante a apresentação, um fã passou pela tirolesa do palco, surpreendendo a cantora e provocando risadas na plateia.








