Em 1984, três filmes ligados a Steven Spielberg e George Lucas expuseram os limites do sistema de classificação etária dos Estados Unidos: Gremlins, Indiana Jones e o Templo da Perdição e Poltergeist. A reação de pais pressionou a criação da faixa PG-13.
Até então, a classificação G permitia a entrada do público em geral. A PG exigia supervisão dos pais. Já a R era restrita a maiores de 17 anos ou a menores acompanhados por um adulto, enquanto a X proibia a entrada de menores de idade.
Violência em filmes de verão
Gremlins parecia voltado a uma história com o personagem Gizmo como atração para crianças e a venda de brinquedos. O filme, porém, apresentava criaturas em situações violentas, incluindo cenas com liquidificadores, revólveres e motosserras.
Indiana Jones e o Templo da Perdição seguia uma linha ainda mais sombria. O longa mostrava cérebros de macaco durante um jantar, um culto que sequestrava crianças e uma cena em que o coração de Indiana era arrancado e exibido em detalhes gráficos.
Poltergeist também fazia parte do grupo de filmes de verão associado a Spielberg. A produção, no entanto, teria deixado mais evidente desde o começo o tom que os outros dois títulos só revelaram durante a exibição.
Pressão pela nova classificação
Pais de comunidades cristãs afirmaram ter sido enganados pelos filmes e pressionaram a política dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, havia receio de perder o público atraído pela curiosidade em torno das produções.
Nesse cenário, o sistema de classificação etária aprovou a criação da PG-13. A nova categoria passou a ocupar um espaço entre a PG e a R, mas, segundo a análise apresentada, também prejudicou filmes que evitaram avançar além desse limite. O exemplo citado é Deadpool & Wolverine.
A mudança veio no mesmo verão em que Gremlins, Indiana Jones e o Templo da Perdição e Poltergeist chegaram aos cinemas americanos.








