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Como Gal Costa chegou a uma faixa de Frank Ocean
Foto: Raymond Hall/GC Images
Entretenimento

Como Gal Costa chegou a uma faixa de Frank Ocean

A voz de Gal Costa aparece em “Honeybaby”, interlúdio de Endless que usa um trecho de “Vapor Barato”.

A voz de Gal Costa aparece por alguns segundos em “Honeybaby”, uma das faixas de Endless, projeto de Frank Ocean lançado de surpresa em 19 de agosto de 2016. O trecho vem de “Ô, minha Honeybaby”, refrão incorporado à música original “Vapor Barato”.

A canção foi composta por Jards Macalé e Waly Salomão e gravada por Gal Costa em 1971, no álbum ao vivo Fa-Tal – Gal a Todo Vapor. O disco registra um show apresentado no Teatro Tereza Rachel, no Rio de Janeiro, sob direção de Waly Salomão.

O caminho de “Vapor Barato”

“Vapor Barato” foi composta em 1970, durante o período de repressão da ditadura militar. Na apresentação, a música fazia a passagem entre uma primeira parte mais intimista e acústica, com Gal ao violão, e uma segunda etapa marcada por uma sonoridade mais agressiva e rock’n’roll.

O registro também guarda uma intervenção que quase ficou fora do álbum. Depois do verso “Eu não preciso de muito dinheiro”, Gal canta “Graças a Deus!”. Waly Salomão não queria incluir a frase, por considerar que ela não rimava, mas Gal insistiu e o trecho permaneceu na gravação.

O álbum foi lançado pela Philips no fim de 1971 e é apontado como o trabalho mais importante da carreira de Gal Costa. A gravação de “Vapor Barato” também acompanhou dois momentos de exílio na história brasileira.

Outros produtores encontraram Gal

Frank Ocean não foi o único artista estrangeiro a usar gravações da cantora. Em maio de 2016, o produtor haitiano-canadense Kaytranada lançou “Lite Spots”, faixa que traz um sample de “Pontos de Luz”, do álbum India, de 1973.

Os dois lançamentos recorreram a discos de Gal Costa gravados na mesma época. A presença dessas músicas indica que o catálogo da cantora passou a ser ouvido por uma nova geração de produtores interessados na MPB dos anos 1970.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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