RIO DE JANEIRO — Amanda Sarmento vê na combinação de R&B, rap, MPB e rap underground uma forma de reunir as influências que moldaram sua música. A cantora afirma que a mistura entre canto e rima traduz referências presentes em sua trajetória.
Embora tenha maior identificação com o R&B, Amanda se aproximou do rap durante a faculdade, em Seropédica, no Rio de Janeiro. Na época, ela passou a frequentar rodas de rima e começou a recitar poemas nesses encontros. A experiência ampliou sua relação com o hip-hop e abriu espaço para que a rima entrasse em seu processo criativo.
“Eu digo que eu sou mais do R&B”, contou Amanda Sarmento ao falar sobre a própria identidade musical. Ela explicou que o contato com as rodas de rima ajudou a aproximar os dois gêneros em seu trabalho.
Referências no hip-hop
Entre as artistas que influenciam Amanda estão Lauryn Hill e Erykah Badu. Segundo a cantora, as duas transitam por diferentes elementos da música negra e também incorporam a rima às suas produções. Ela ainda destaca a presença de várias mulheres do hip-hop entre suas referências.
A união entre rap e R&B, para Amanda, não é apenas uma escolha estética. A cantora entende que cantar e rimar dentro de um mesmo trabalho permite explorar linguagens diferentes sem abandonar sua identidade artística.
“É só traduzir as minhas referências”, afirmou. Ela também descreveu essa combinação como um diferencial de sua música.
Além do R&B e do rap, a MPB e o rap underground participam da construção de sua sonoridade. Amanda diz gostar de misturar essas influências e resume o resultado como parte da sua própria identidade musical.








