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Frejat diz que rock virou linguagem e perdeu espaço na mídia
Foto: Mauricio SantanaGetty Images
Entretenimento

Frejat diz que rock virou linguagem e perdeu espaço na mídia

Cantor afirma que o rap ocupa parte do papel de inconformismo antes associado ao rock e critica a falta de divulgação para novos artistas.

Frejat afirmou que o rock continua relevante, mesmo depois de deixar de ser um fenômeno de massa. Para o cantor e compositor, o gênero passou a funcionar principalmente como uma linguagem musical, e não mais como um conceito estético amplo.

Vocalista do Barão Vermelho, Frejat também avaliou que a produção atual não enfrenta falta de criatividade. Na visão dele, há muitos artistas fazendo trabalhos interessantes, mas parte deles não consegue espaço nos grandes meios de comunicação.

O músico relacionou essa redução de visibilidade à lógica comercial da mídia. Como o rock já não reúne o mesmo volume de audiência de outras décadas, teria perdido espaço nos veículos de comunicação. “Os meios de comunicação vivem do volume”, resumiu.

O papel do rap

Na avaliação de Frejat, o rap passou a ocupar parcialmente o lugar de expressão de inconformismo que o rock teve em outros períodos. Ele reconheceu que os dois gêneros usam linguagens diferentes, mas disse que o rap se tornou uma das principais formas atuais de posicionamento e rebeldia.

“O rap hoje representa muito a rebeldia do garoto roqueiro lá dos anos 60, 70”, afirmou.

Frejat se apresentou no Rock in Rio neste domingo (6). Depois do show, rejeitou a ideia de que as gerações anteriores tenham concentrado mais talentos. Para ele, a dificuldade está em localizar os artistas atuais, e não na ausência de qualidade entre eles.

“Não existe geração sem talento. É só procurar”, declarou. O cantor também afirmou que o rock não desapareceu: artistas continuam incorporando elementos do gênero, mesmo sem repetir a estética tradicional associada a ele.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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