SÃO PAULO — Finneas anunciou que não fará mais a abertura dos shows de Ed Sheeran na etapa sul-americana da Loop Tour. A decisão ocorreu após Macklemore deixar a programação das datas norte-americanas por manifestações de apoio à Palestina.
Com a saída de Finneas, as apresentações marcadas para 5 e 6 de dezembro no Allianz Parque, em São Paulo, ficaram sem atração de abertura confirmada. A organização do show ainda não informou se haverá substituto.
O cantor, irmão e produtor de Billie Eilish, criticou a decisão nas redes sociais. “Artistas não devem ser silenciados por se manifestar contra a opressão”, escreveu. Em seguida, afirmou que apoia a Palestina e seu povo.
Outros músicos deixam a turnê
Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda irlandesa Beoga também anunciaram a saída da Loop Tour. Rowe fazia a abertura dos shows norte-americanos ao lado de Macklemore desde setembro e afirmou que não poderia continuar enquanto vozes contrárias ao genocídio fossem silenciadas.
Beoga, que integra a banda de apoio de Sheeran desde a parceria em “Galway Girl”, declarou que tocar em locais onde pessoas que defendem uma Palestina livre são silenciadas não era uma opção para o grupo.
Lukas Graham também se posicionou contra a demissão de Macklemore e cancelou as datas restantes. O cantor disse amar Sheeran e ser grato pela relação entre os dois, mas afirmou que não poderia continuar na turnê nas condições atuais.
O caso Macklemore
Macklemore se apresentou no estádio MetLife, nos arredores de Nova York, nos dias 4 e 5 de setembro. No primeiro show, gritou “Palestina Livre”, falou sobre Gaza e Cisjordânia, exibiu imagens da devastação em Gaza e cantou “Hind’s Hall”.
Na apresentação seguinte, usou uma keffiyeh e declarou apoio ao povo palestino. Também afirmou aos fãs judeus que criticar Israel, o apartheid e o genocídio não significava criticá-los.
Sheeran negou ter demitido o rapper. Em comunicado, disse que a decisão partiu do produtor e afirmou ter opiniões pessoais sobre o conflito, mas preferir não usar sua plataforma profissional para fazer política.







