A Academia Brasileira de Cinema escolheu “Feito Pipa (2026)”, de Allan Deberton, para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2027. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16).
Estrelado por Lázaro Ramos, o filme foi destaque na 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, onde recebeu quatro prêmios Kikito. A produção concorria com “100 Dias (2026)”, de Carlos Saldanha; “A Fabulosa Máquina do Tempo (2026)”, de Eliza Capai; “A Natureza das Coisas Invisíveis (2025)”, de Rafaela Camelo; “Nosso Segredo (2026)”, de Grace Passô; e “Vicentina Pede Desculpas (2026)”, de Gabriel Martins.
Clélia Bessa, presidente da Comissão de Seleção, afirmou que o longa tem “uma narrativa sensível que comunica universalmente” e destacou a identidade brasileira da história, ambientada em uma cidade do interior do Ceará. Para ela, o filme aborda a relação entre avó e neto, a infância e a finitude.
História
A trama acompanha Gugu, interpretado pelo estreante Yuri Gomes. O menino gosta de futebol e dança e vive com a avó, Dilma, papel de Teca Pereira, no sertão cearense.
A rotina do garoto muda quando Dilma começa a enfrentar problemas de saúde. Nesse momento, surge a possibilidade de Gugu deixar a casa onde cresceu para morar com o pai, Batista, vivido por Lázaro Ramos. O personagem é descrito como um homem rígido e conservador.
Além dos prêmios conquistados em Gramado, incluindo o de Melhor Filme pelo júri popular, “Feito Pipa” recebeu o Urso de Cristal e o Grande Prêmio do Júri Internacional na mostra Generation Kplus do Festival Internacional de Cinema de Berlim, o Berlinale.
O filme ainda não tem data de estreia confirmada.








