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Filme do Rush reúne bateristas para manter vivo o legado de Neil Peart
Foto: Reprodução/Youtube
Entretenimento

Filme do Rush reúne bateristas para manter vivo o legado de Neil Peart

Documentário estreou em Toronto com Geddy Lee, Alex Lifeson e músicos convidados tocando clássicos da banda em homenagem ao baterista.

Quatro bateristas ligados a Neil Peart assumem as partes do músico em clássicos do Rush no documentário Neil Peart: No One’s Disciple. Stewart Copeland, Danny Carey, Chad Smith e Gavin Harrison tocam ao lado de Geddy Lee e Alex Lifeson, em uma homenagem construída a partir da amizade entre eles e o baterista.

O filme estreou nesta quarta, 16, no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Princess of Wales Theatre. Dirigido por Sam Dunn e Scot McFadyen, o documentário também reúne entrevistas antigas de Peart, depoimentos de amigos e relatos de outros bateristas.

Música como memória

Cada convidado encara uma faixa do Rush. Copeland toca “New World Man”; Carey participa de “Tom Sawyer”; Smith assume “Working Man”; e Harrison toca “Dreamline”, do álbum Roll the Bones. O grupo também executa “Overture”, de 2112.

As sessões mostram os músicos lidando com compassos irregulares, mudanças de ritmo e sequências exigentes. A proposta, porém, vai além da performance: os bateristas conviveram com Peart e usam as músicas para lembrar sua generosidade, gentileza, humor e forma particular de transformar sua visão de mundo em composição.

Peart morreu em 7 de janeiro de 2020. No começo do documentário, Geddy Lee conta que queria homenageá-lo havia algum tempo, mas a pandemia impediu uma despedida em grande escala. Um show chegou a ser considerado, mas Lee e Lifeson escolheram registrar a homenagem em filme.

A trajetória do baterista

A produção acompanha a formação artística de Peart, seus interesses literários e a mudança para Londres, ainda jovem. Também aborda seus estudos com o músico de jazz Freddie Gruber e o livro de memórias Ghost Rider: A Estrada da Cura, escrito sobre viagens de moto e o luto pela perda da esposa e da filha.

Lee e Lifeson relembram a entrada de Peart no Rush e a decisão de convidá-lo a escrever letras. O primeiro resultado foi “Anthem”. O documentário também mostra o músico como alguém reservado, pouco acessível ao público e, ao mesmo tempo, muito ligado à lealdade, à amizade e aos momentos compartilhados com pessoas próximas.

Uma cena resume a homenagem: Lee e Lifeson servem Macallan 25, bebida preferida de Peart, e deixam um copo intocado para o amigo. “A cadeira vazia”, diz Lee.

O encerramento traz “The Spirit of Radio” e a participação de Anika Nilles. A produção reforça que ninguém tenta substituir Peart, mas preservar sua contribuição por meio das canções. O filme chega à televisão canadense em 23 de setembro e ainda não tem data confirmada de lançamento no Brasil.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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