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Como Nevermind foi construído antes de virar um marco do rock
Foto: Michel Linssen/Redferns
Entretenimento

Como Nevermind foi construído antes de virar um marco do rock

Da faixa escondida à capa com um bebê na piscina, o álbum do Nirvana reúne episódios curiosos de gravação e criação.

A faixa “Endless, Nameless” quase ficou fora de Nevermind por um erro nas primeiras prensagens. A música nasceu durante uma sessão difícil de “Lithium” e acabou sendo colocada no fim do disco, depois de 10 minutos de silêncio após “Something in the Way”. A inclusão foi combinada verbalmente, e o engenheiro Howie Weinberg não recebeu a instrução corretamente. A faixa foi adicionada mais tarde.

Lançado em 1991, Nevermind vendeu mais de 24 milhões de cópias em todo o mundo e ajudou a consolidar o grunge e o rock alternativo nas rádios e na MTV. O disco foi gravado ao longo de um ano, com Butch Vig, em Wisconsin e Los Angeles.

O disco antes do sucesso

O projeto começou em 1990, quando o Nirvana ainda planejava lançar um segundo álbum pela Sub Pop. Apresentada a Vig por Bruce Pavitt, cofundador do selo, a banda registrou seis músicas. Entre as versões iniciais estavam “Lithium” e “Polly”. O trabalho foi concluído em Los Angeles, no Sound City, depois que o grupo assinou com uma grande gravadora.

A relação com o Sonic Youth também pesou nesse caminho. Kurt Cobain admirava Kim Gordon e Thurston Moore, e o Nirvana abriu shows da turnê de 1991 da banda. O casal incentivou o grupo a assinar com a empresa de gerenciamento Gold Mountain e com a DGC.

Antes de Nevermind, Cobain havia pensado em chamar o álbum de Sheep. O nome fazia referência a uma piada interna sobre as massas comprando o disco. Ele também criou um anúncio falso e uma biografia inventada para a banda.

Gravação, mixagem e formação

Dave Grohl não foi o único baterista ligado às sessões. Chad Channing, que participou da maior parte de Bleach, de 1989, ainda estava na banda quando as primeiras gravações foram feitas no Smart Studios. A participação dele em “Polly” permaneceu no álbum, sem crédito na edição original. Grohl seria o quinto e último baterista do Nirvana.

Butch Vig convenceu Cobain a registrar os vocais em duas pistas. A inspiração veio de George Martin e do uso da técnica por John Lennon. Vig recordou que Cobain resistiu inicialmente, mas depois passou a gravar praticamente todos os vocais dessa forma.

Andy Wallace, que já havia trabalhado com o Slayer, fez a mixagem final. Cobain mudou de opinião sobre o resultado quando as vendas cresceram e disse estar “envergonhado” do produto final. Para o músico, o som tinha uma produção limpa e superficial demais.

A capa e a contracapa

Cobain queria usar na capa uma imagem de parto na água, depois de assistir a um documentário com Grohl. A gravadora considerou a ideia explícita. O fotógrafo Kirk Weddle então registrou Spencer Elden, filho de um amigo, em uma piscina para bebês, nadando em direção a uma nota de um dólar presa a um gancho. Cobain não aceitou editar a imagem ou retirar o pênis de Elden para algumas lojas.

Na contracapa, uma colagem criada por Cobain aparece atrás de um macaco de borracha. Segundo o vocalista, uma foto do Kiss está escondida ao fundo, sobre um pedaço de carne.

O impacto nas paradas

No início de 1992, Nevermind tirou Dangerous, de Michael Jackson, do topo das paradas. A ascensão do Nirvana simbolizou a força que o grupo havia alcançado com o álbum e com sua oposição ao brilho dos anos 80.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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