Black Pantera e Nervosa dividiram o palco Sunset do Rock in Rio em um encontro que reuniu diferentes vertentes do metal brasileiro. O show ocorreu no último sábado, 5, e atraiu o público para uma apresentação marcada por mensagens antirracistas, questionamentos sociais e resistência dentro da música pesada.
Formado em Uberaba (MG), o Black Pantera levou ao festival seu hardcore com groove e letras em português. A banda apresentou cinco músicas sozinha, incluindo duas faixas do álbum mais recente: Hórus e Obsoleto. Também entraram no repertório Padrão é o Carlho*, Fogo nos Racistas e Tradução, dedicada às mães dos fãs e dos integrantes. A música ainda trouxe uma declaração contrária à escala 6×1.
A apresentação foi anunciada como Black Pantera convida Nervosa. Por isso, o grupo mineiro teve mais tempo no palco. Esta foi a terceira participação do Black Pantera no festival.
Participação da Nervosa
A Nervosa entrou aos poucos. Prika Amaral apareceu primeiro, sem a guitarra, para cantar Serotonina, do Black Pantera, ao lado dos anfitriões. Depois, Helena Kotina, Emmelie Herwegh e Michaela Naydenova se juntaram à apresentação, respectivamente na guitarra, no baixo e na bateria.
Com apenas o quarteto da Nervosa no palco, foram tocadas Ghost Notes e Slave Machine. Em Endless Ambition, Charles Gama voltou para participar. Na parte final, integrantes das duas bandas retomaram a formação conjunta.
O encerramento teve uma homenagem a Rita Lee com um cover de Obrigado Não. A música, menos conhecida entre os sucessos da cantora, foi escolhida pelo significado da letra. Prika Amaral já comparou Rita Lee a Ozzy Osbourne ao apresentar a artista brasileira às colegas estrangeiras.
Criada em São Paulo (SP), a Nervosa hoje está radicada na Grécia e reúne integrantes de diferentes países. A banda é formada apenas por mulheres e segue no thrash metal após mudanças de formação. Black Pantera e Nervosa, cada uma com sua trajetória, enfrentam padrões de um gênero nem sempre aberto a mulheres e pessoas negras.








