Guarulhos, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00% Guarulhos 20°C 16° / 25°
Banqueiro priorizou negócios com filme de político e escritório ligado a ministro
Brasil

Mensagens mostram prioridade de Vorcaro a filme de Bolsonaro e escritório de Moraes

Documentos da PF indicam pagamentos ligados ao filme “Dark Horse” e ao escritório Barci de Moraes, em negócios tratados como prioritários.

Documentos apreendidos pela Polícia Federal mostram que Daniel Vorcaro, do Banco Master, tratava como prioritários dois negócios: o patrocínio do filme “Dark Horse”, ligado a Flávio Bolsonaro, e o contrato com o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os acordos previam valores de cerca de R$ 130 milhões cada. O patrocínio do filme biográfico de Jair Bolsonaro foi combinado em dólares e equivalia a R$ 131 milhões pela cotação da época. Ao menos R$ 61 milhões haviam sido pagos. No contrato com o escritório, o valor era de R$ 134 milhões por três anos, com pelo menos R$ 80 milhões pagos.

Mensagens sobre os pagamentos

Em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro cobrou o cunhado, Fabiano Zettel, sobre o atraso de uma parcela do filme. Na conversa, classificou o pagamento como “o mais importante disparado” e confirmou que o valor deveria ser somado para quitação no dia seguinte.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) incluiu o diálogo no pedido de abertura de inquérito contra Vorcaro, seu grupo, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, que autorizou a investigação em julho passado.

Em 15 de março de 2025, o empresário e ex-ministro das Comunicações Fábio Faria cobrou Vorcaro por atrasos no pagamento ao escritório de Viviane Barci de Moraes. Faria havia aproximado o banqueiro do ministro. Pouco depois, Vorcaro ordenou a um funcionário que liberasse o pagamento e chamou o contrato de “mais importantw [sic] que temos”.

Em 14 de julho de 2025, durante uma conversa sobre débitos de R$ 42 milhões, Vorcaro autorizou a quitação de R$ 15 milhões e pediu que o escritório fosse incluído na lista de pagamentos.

Vorcaro foi preso por suspeita de fraudes contra o sistema financeiro nacional. Flávio Bolsonaro responde a um inquérito policial e afirma que os recursos eram privados. Moraes já declarou que nunca se encontrou com o banqueiro. Um julgamento no STF pode analisar a abertura de inquérito contra o ministro, com sessão marcada para a próxima terça-feira (15/9).

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5