A Rússia lançou pelo menos 50 mísseis e 130 drones contra regiões da Ucrânia durante a noite, informou a Força Aérea. Os ataques atingiram Dnipropetrovsk, Kiev, Kharkiv e Poltava e deixaram ao menos 28 mortos nesta quarta-feira (7).
O presidente Volodimir Zelensky afirmou que parte das armas foi derrubada, mas classificou os mísseis balísticos como “o maior desafio” para a defesa ucraniana. Ele disse que o país precisa de novos sistemas de defesa aérea.
Ataques em várias cidades
Em Pryluky, na região de Chernihiv, um míssil atingiu um prédio residencial de cinco andares às 06h30 (00h30 no horário de Brasília). O ataque matou 20 pessoas, incluindo cinco crianças. Equipes de emergência retiraram 15 sobreviventes dos escombros, enquanto mais de 50 pessoas ficaram feridas.
Zelensky disse que outras sete crianças estavam entre os feridos. Segundo o presidente, três das crianças mortas tinham 12 meses e outra tinha 8 anos. Ele acusou a Rússia de atacar conscientemente “cidades comuns, a vida cotidiana”.
Em Dnipro e Kremenchuk, vários mísseis atingiram prédios residenciais. Duas pessoas morreram em Kremenchuk e outras duas em Oleksandria, de acordo com Zelensky. Na capital, quatro pessoas morreram, segundo o prefeito Vitali Klitschko.
Moradores relataram os efeitos dos ataques. Olena Sayun, massagista de 40 anos, disse que estava dormindo em casa quando as janelas estouraram. Ela afirmou que protegeu o filho com o corpo e que ela e o marido sofreram cortes.
Infraestrutura atingida
Em Zaporizhzhia, no sudeste do país, uma infraestrutura de transporte foi atingida, informou Mikhailo Semikin, chefe da administração militar local. Ele não deu mais detalhes. Testemunhos ainda não confirmados pelas autoridades apontaram danos em uma grande ponte sobre o rio Dnipro.
A estrutura havia sido inaugurada semanas antes da invasão russa em fevereiro de 2022. Na terça-feira, outro viaduto da cidade também havia sido alvo de um ataque, segundo Semikin.
Kiev também enfrenta bombardeios contra estruturas de energia, ferroviárias e viárias, incluindo pontes sobre o rio Dnieper. Na terça-feira, cortes de luz programados deixaram algumas regiões da capital no escuro para reduzir a pressão sobre a rede elétrica.
Uma moradora de Kiev, Irina Ribalchenko, bancária de 41 anos, disse ter se refugiado no metrô durante o alerta: “Toda Kiev vive com medo”.









