As equipes de resgate continuam vasculhando os escombros de um prédio que desabou na Cidade de Gaza. A Defesa Civil informou nesta quarta-feira (16) que Vinte pessoas morreram, entre elas cinco crianças, e que pertences de desaparecidos ainda são procurados no local.
O edifício tinha seis andares e quatro apartamentos residenciais por andar. Autoridades locais afirmaram que a construção foi atingida diretamente durante a guerra, o que comprometeu sua estrutura e levou à queda.
“Vinte cadáveres foram retirados dos escombros do prédio que desabou (...) Entre os mortos há cinco crianças e quantidades de pessoas continuam presas”, afirmou a Defesa Civil, órgão que atua como serviço de resgate sob a autoridade do Hamas, que governa a Faixa de Gaza.
Moradores voltaram ao imóvel
O prédio havia sido bombardeado várias vezes em 2024 e 2025. As autoridades tinham orientado os moradores a não voltar, mas muitos retornaram. A Defesa Civil afirmou que há construções danificadas e com risco de desabamento em toda a Faixa de Gaza.
“Eles não têm outra opção. Sem barracas nem moradias disponíveis, estão habitando em edifícios com rachaduras e danificados, apesar do risco de desabamento”, disse Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil.
O departamento de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, responsabilizou os atrasos na promessa de retorno do território pelo desabamento. O órgão também afirmou que Israel e a comunidade internacional são responsáveis pela situação enfrentada pela população palestina.
Muitos prédios da Faixa de Gaza foram destruídos pelos bombardeios israelenses iniciados após o ataque de 7 de outubro de 2023, atribuído ao Hamas, que matou mais de 1.200 pessoas. Segundo o Ministério da Saúde do território, a campanha deixou mais de 73.000 palestinos mortos.
A Defesa Civil estima que quase 2.000 prédios enfrentem risco de desabamento. Israel permitiu a entrada de ajuda adicional após um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025, mas o Exército continuou os ataques e restringiu equipamentos que, segundo o país, também poderiam ter uso militar.








