SÃO PAULO — A Polícia Militar afirma que uma apoiadora do PSOL resistiu durante uma fiscalização da Operação Delegada perto da estação Vila Sônia, na zona sul de São Paulo. A mulher foi levada ao 89º Distrito Policial, no Jardim Taboão, e liberada depois do registro da ocorrência.
Duas policiais disseram, em depoimento, que patrulhavam a região para fiscalizar o comércio irregular e a atuação de ambulantes. Segundo elas, a equipe pediu de forma educada que a bancada de panfletagem fosse deslocada para outro ponto, porque estaria atrapalhando a circulação de pedestres.
As agentes afirmaram que a apoiadora não cumpriu a orientação e se recusou a informar a própria identificação. Ainda conforme o relato apresentado à polícia, ela ofereceu resistência durante a abordagem. As policiais disseram ter usado força moderada e algemas diante da situação.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou que a ocorrência aconteceu durante uma ação da Operação Delegada na Avenida Professor Francisco Morato. Para a pasta, a bancada prejudicava o fluxo de pessoas na calçada e a mulher desobedeceu à ordem para mudar o local.
Relato da apoiadora
A mulher, de 33 anos, contou que distribuía materiais da bancada feminista e do candidato a deputado federal Guilherme Cortez quando os policiais chegaram. Ela acusa os agentes de tê-la cercado, derrubado, imobilizado e algemado.
Um vídeo feito por uma pessoa que acompanhou o episódio mostra a apoiadora com o rosto voltado para o chão, enquanto três policiais a mantêm imobilizada. Outros quatro agentes aparecem nas proximidades.
O caso ocorreu na tarde de terça-feira (8) e foi registrado como desobediência. Ao depor, a apoiadora disse não entender o motivo da abordagem e declarou suspeitar ter sido vítima de transfobia. A mulher participava de uma ação de panfletagem nas proximidades da estação Vila Sônia.









