O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) informou nesta quinta-feira (8) que retirou todos os seus combatentes da Turquia há alguns dias. O grupo disse que a medida foi tomada para ajudar no processo de paz iniciado com Ancara em 2024.
A retirada inclui forças que estavam dentro e fora do país, desde que fossem consideradas próximas à fronteira. Em declaração à agência curda Firat (ANF), o PKK afirmou: “Retiramos todas as nossas forças armadas que se encontravam dentro e fora da Turquia e que podiam ser consideradas próximas à fronteira”.
Cobrança ao governo
O movimento curdo declarou que considera cumpridas as obrigações necessárias para abandonar a luta armada e seguir por uma via política. Ao mesmo tempo, criticou a condução do processo pelo governo do presidente Recep Tayyip Erdogan.
De acordo com o PKK, desde a aprovação da lei em agosto, o governo do AKP, partido governista, não tomou novas medidas. A legislação aprovada pelo Parlamento turco abriu caminho para a reintegração dos combatentes e é apresentada como uma etapa central para encerrar mais de quatro décadas de conflito armado.
Segundo Ancara, a guerra deixou cerca de 50.000 mortos.
Próximas etapas
Como parte do acordo, Ancara criou recentemente quatro subcomissões para acompanhar a dissolução do PKK. O anúncio ocorreu no ano passado, após um apelo de Abdullah Ocalan, líder histórico do grupo.
Uma das subcomissões será responsável pelo desarmamento da organização e terá a participação de Ocalan. Ele, porém, não poderá sair da prisão, onde cumpre pena de prisão perpétua desde 1999.









