RIO DE JANEIRO — Paulo Angioni morreu aos 80 anos na madrugada deste sábado, no Rio de Janeiro. O dirigente do Fluminense tratava um câncer no pâncreas diagnosticado no início de setembro.
Angioni estava em sua quarta passagem pelo clube, pelo qual torcia desde a infância. A relação profissional com o Fluminense começou em 2000, e ele reassumiu o departamento de futebol em 2018.
Durante esse período, participou das conquistas da Libertadores de 2023, da Recopa Sul-Americana, dos Campeonatos Cariocas de 2022 e 2023 e das Taças Guanabara de 2022, 2023 e 2026. Em nota, o Fluminense lamentou a morte e destacou a contribuição do dirigente para o futebol e sua capacidade de construir relações ao longo dos anos.
Carreira no futebol
A trajetória profissional de Angioni começou no início dos anos 1980. Ele deu um dos primeiros grandes passos no Vasco, onde trabalhou por 14 anos após deixar o clube Municipal, na Tijuca.
O executivo também passou por Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia e Olaria, entre outras equipes. Além dos clubes, trabalhou na CBF e integrou a comissão da Seleção Brasileira como supervisor em 1989 e 1990.
Formado em psicologia e administração esportiva, Angioni defendeu a presença de profissionais de psicologia nos departamentos de futebol. Ainda no Vasco, em 1989, ajudou a introduzir psicólogos no ambiente do clube. Depois, passou a defender também a participação de psiquiatras diante do aumento da pressão sobre atletas profissionais.
A conquista inédita da Libertadores pelo Fluminense foi um dos momentos marcantes de sua trajetória. O dirigente encerrou uma carreira de mais de 40 anos, marcada pela atuação em diferentes áreas do futebol brasileiro.








