A combinação entre processador e placa de vídeo de uma mesma fabricante não trouxe vantagem geral nos testes. O desempenho das GPUs permaneceu parecido em plataformas AMD e Intel, contrariando a ideia de que um processador Ryzen precisa de uma Radeon ou de que uma CPU Intel funciona melhor com uma GeForce.
Nos chips de entrada e intermediários, a diferença entre as placas apareceu com mais clareza em resoluções baixas. Nessa situação, a GPU tem capacidade sobrando e espera o processador concluir seu trabalho, em um cenário conhecido como CPU Bound.
Os testes com o AMD Ryzen 5 5500 e o Intel Core i5-12400F indicaram uma pequena vantagem das placas AMD sobre as da Nvidia nesse tipo de limitação, independentemente do processador usado. A Intel teve desempenho inferior às concorrentes na maior parte dos jogos. A exceção foi Battlefield, em que a B580 combinada com o 12400F apresentou resultado forte.
Com processadores mais potentes, o limite imposto pela CPU desapareceu na maioria das situações. Ainda assim, a disputa entre RTX 5070 Ti e RX 9070 XT mostrou diferenças perceptíveis. O Ryzen 7 9800X3D também apresentou o chamado efeito do 3D V-Cache: a grande quantidade de cache pareceu reduzir o impacto do trabalho adicional dos drivers.
Mesmo nesse cenário, não apareceu uma combinação fixa de marcas capaz de garantir vantagem. A posição relativa de cada placa se manteve estável tanto em computadores com processador AMD quanto em sistemas Intel.
A recomendação dos testes é escolher a GPU com base no orçamento, no desempenho e nos recursos desejados, como Ray Tracing, DLSS, FSR e suporte a codificadores. A marca do processador, por si só, não define a melhor placa de vídeo.








