LÍBANO — O Exército israelense afirmou que os ataques realizados na noite de sexta-feira tiveram como alvos integrantes e estruturas do Hezbollah, incluindo depósitos de armas. A ofensiva aconteceu após uma suposta tentativa de ataque contra soldados israelenses no sul do Líbano.
O Ministério da Saúde libanês informou neste sábado (5) que quatro pessoas morreram e 32 ficaram feridas. O balanço anterior registrava três mortos e 23 feridos. Entre os mortos está Maryam Salameh, de 18 anos.
Israel declarou que o Hezbollah teria lançado um drone contra o local onde estavam os soldados. O comunicado não mencionou possíveis feridos entre os militares israelenses. O Exército também disse que os ataques foram uma resposta à tentativa de ataque atribuída ao grupo libanês.
Família havia retornado na sexta-feira
Ali Suliman, parente de Maryam Salameh, afirmou que a família passou seis meses deslocada por causa dos bombardeios israelenses e só havia voltado na sexta-feira. “Que alvos havia aqui? São todos civis”, disse.
Moradores de Mayfadoun inspecionaram os danos provocados pelos ataques mais recentes. A localidade fica entre as áreas atingidas no sul e no leste do Líbano.
Os bombardeios ocorreram depois de Israel anunciar, na noite de quinta-feira, que havia assumido o controle da colina Ali Taher, uma posição estratégica do Hezbollah em Nabatieh.
O grupo libanês não reivindica ataques contra alvos israelenses há semanas. Neste sábado, condenou a ofensiva e classificou como significativa a libertação, nesta semana, de cinco detidos por Israel. O Hezbollah afirmou, porém, que a medida não pode ser usada para ignorar a continuidade da agressão, da ocupação e dos massacres.
Israel mantém uma trégua com o movimento xiita libanês pró-Irã, segundo o comunicado do Exército israelense.








