CIDADE DA GUATEMALA — A Guatemala e os Estados Unidos assinaram um acordo para ampliar a capacidade guatemalteca de investigar casos que serão julgados em tribunais americanos. A parceria também busca conter o fluxo de narcóticos para os Estados Unidos e reforçar o combate ao crime organizado.
A articulação envolve promotores dos dois países e inclui ações contra cartéis das drogas e seus aliados, chamados de narcopolíticos. O anúncio ocorreu durante a visita de nove promotores de diferentes distritos federais dos Estados Unidos à capital guatemalteca.
Os representantes se reuniram com o presidente Bernardo Arévalo e com funcionários do alto escalão das áreas de segurança e justiça. Jorgan Andrews, encarregado de negócios da embaixada americana, afirmou que os promotores pretendem estreitar a cooperação com o Ministério Público da Guatemala.
“Os promotores que nos acompanham hoje estão aqui para fortalecer esses laços com o Ministério Público e perseguir narcotraficantes, seus aliados e aqueles que lhes facilitam proteção, incluindo narcopolíticos”, disse Andrews.
A política guatemalteca é alvo de denúncias sobre possíveis ligações entre políticos, funcionários do alto escalão, empresários e grupos criminosos ou narcotraficantes.
O procurador-geral da Guatemala, Gabriel García Luna, classificou o acordo como “histórico”. Ele disse que o combate à narcopolítica será conduzido com investigações técnicas e objetivas.
A assinatura ocorreu no mesmo dia em que a aliança regional Escudo das Américas, da qual a Guatemala faz parte, anunciou um pacto contra 24 grupos criminosos na região.









