Os Estados Unidos afirmaram nesta sexta-feira (4) que destruíram mais de 300 drones associados ao crime organizado na fronteira com o México desde o início do ano. O Comando Norte das Forças Armadas dos Estados Unidos não informou em qual lado da fronteira ocorreram as interceptações nem citou um cartel específico.
A força militar disse que organizações criminosas transnacionais usam os equipamentos em ações de contrabando e para monitorar agentes de segurança e militares. “As organizações criminosas transnacionais utilizam drones para apoiar atividades ilegais transfronteiriças”, informou o comando.
Operações e resposta do México
O secretário da Defesa do México, general Ricardo Trevilla, afirmou que os aparelhos são drones comerciais empregados para localizar rotas sem presença das autoridades. Ele disse que os equipamentos fazem imagens e transmitem esse material.
Trevilla também mencionou uma coordenação considerada boa nas ações relacionadas aos drones, mas não esclareceu se o México participou das operações anunciadas pelos Estados Unidos. O país mantém 165 equipes antidrones na fronteira norte.
Somente em agosto, o Comando Norte informou ter derrubado 100 drones. As ações incluem o uso de armas de fogo e tecnologias para interromper sinais. No mês passado, a força instalou um sistema a laser voltado à neutralização dos aparelhos.
As operações ocorrem enquanto Claudia Sheinbaum enfrenta pressão de Donald Trump para ampliar o combate ao tráfico de drogas. O presidente dos Estados Unidos ameaçou impor tarifas generalizadas e ofereceu apoio militar ao México.
Sheinbaum afirma que uma ação unilateral dos Estados Unidos em território mexicano seria uma grave violação da soberania do país.









